ORALID AD, T R A D U C C IÓ N Y C O N T A C T O L IN G Ü ÍS T IC O EN U N O S T ÍT U L O S DE TIERRA M EX IC A N O S* (Orality, tran s la tio n a n d linguistic c o n ta c t in M exican tiües o f th e land ) Ma r í a P u e n t e G o n z á l e z Universidad Complutense de M adrid R e s u m e n El presente artículo se propone como una aproximación al estudio lingüístico discur­ sivo de un corpus de títulos de tierra mexicanos, conocido por los investigadores como los Títulos Primordiales. Estos documentos fueron escritos por las comunidades indígenas na- huas del valle central mexicano durante el siglo XVII y traducidos del náhuatl al español en el siglo XV11I. Los condicionantes que rodean la escritura y traducción de estos textos no son claros y se conoce todavía poco sobre ellos. Aunque no se sabe mucho sobre el origen y las identidades de los traductores y escribanos de las versiones españolas, el estudio lingüístico permite arrojar luz sobre algunas cuestiones. En este sentido, uno de los objetivos de este estudio es el de describir las muestras de oralidad en la escritura de los títulos como una prueba de la condición no culta y bilingüe de los autores materiales. Esta baja competencia lingüística del español “normativo” nos otorga información sobre elementos dialectales del español mexicano y americano. Se estudiarán, pues, los rasgos de oralidad que se observan en los documentos intentando discriminar cuáles de estos rasgos son emulados, cuáles son universales de la comunicación espontánea y cuáles revelan contacto lingüístico e informa­ ción dialectal. PALABRAS CLAVE: títulos, tierra, títulos primordiales, español, México, oralidad, semi- cultos. A b s t r a c t This article is proposed as an approximation to the discursive linguistic study of a cor­ pus of Mexican titles oflands, also known as the Primordial Titles. These texts were written by the Nahua indigenous communities of the Mexican central valley, in the 17th century, and translated into Spanish in the 18lh century. The factors involved in the writing and transla­ tion process are not clear yet, and this is why the linguistic study will allow us to clarify some issues about the origin and identities of the translators or notaries of the Spanish versions. One of the main motivations is to explain the orality samples in these titles, as proof of the uneducated and bilingual condition of the authors. The study of this low linguistic compe­ tence of the normative Spanish language will offer us the information of dialect elements of * Este trabajo se inscribe en el proyecto “La escritura elaborada en español de la Baja Edad Media al siglo XVI: Traducción y contacto de Lenguas - Historial5” (FFI2016-74828-P), financiado por el Mi­ nisterio de Economía y Competitividad. RHLE, 15/2020 pp. 127-157 Mexican or American Spanish in the texts. Therefore, the features of orality will be studied trying to distinguish between oral emulated discourses, universal oral features and elements of linguistic contact. K E Y W O R D S : titles, land, Primordial Titles, Spanish language, Mexico, orality. 1. Los T ít u l o s Pr im o r d ia l e s: l a n a r r a c i ó n f u n d a c i o n a l c o n r a s g o s o r a l e s e n l a e s c r i t u r a El l lam ad o co rp u s d e los T ítu lo s Prim ordiales m ex ica n o s es co n o c id o p o r h is to r iad o re s y e tn ó lo g o s d e las so c ied ad es in d íg en as co lon ia les, a u n q u e n o ta n to p o r los lingüistas y filó logos a m e ric an is ta s1. Se c o m p o n e p o r u n n ú m e ro todavía 110 c e r ra d o d e “p s e u d o ” títu lo s d e t ie rra , escritos e n ép o c a co lo n ia l en las co m u n id a d e s in d íg e n a s q u e p o b la b a n las zonas cen tra le s d e la N ueva E spaña . Los p r im e ro s T ítu los m ex ica n o s d esc u b ie r to s es tab an re d ac ta d o s e n n áh u a tl. Estos d o c u m e n to s n a h u a s a p a re c e n m e n c io n a d o s p o r p r im e ra vez en el fam o so tra b a jo d e G ibson e n 1967 (Los aztecas bajo el dom inio español), si b ien ha llazg o s p o s te r io re s c o n f irm a ro n la ex is ten c ia d e m ás títu los escritos en o tra s le n g u a s in d íg en as o p ro c e d e n te s d e d ife ­ re n te s zonas d e M éxico2. A u n q u e n o co n ta m o s c o n los o rig ina les d e to d o s los títulos, sí h a n p e r d u ra d o p o r lo g e n e ra l las tra d u c c io n e s al e sp añ o l, ya q u e fu e ro n realizadas a in s tan c ia ju d ic ia l , p a ra ser u sadas co m o ca rg a d e p ru e b a en p le ito s co lon ia les d e in d io s , p o r la te n e n c ia d e t ie rras3. C uestio ­ n es co m o la fe ch a d e fac tu ra , la a u to r ía y la v e rac id a d d o c u m e n ta l d e estos títu los, sigue s ien d o u n m is te r io y causa d e d e b a te e n tre los especialistas, a u n q u e se c ree q u e las v e rs io n es n a h u a s fu e ro n re d ac ta d as n o an te s d e la se g u n d a m itad del siglo XVII —así lo d e fe n d ió J a m e s L o ck h a r t (1999) tras h a b e r ana lizado el t ip o d e n á h u a t l q u e ap a re c ía en a lg u n o s d e los d o c u m e n to s—. E n los p ro p io s p ap e le s , e n a lg u n o s casos copias, n o ap a rec e in fo rm ac ió n fiable con re sp ec to a la fe c h a d e la e sc r itu ra o la id e n tid a d d e los au to res. N o consta , c o m o a veces a f irm a ro n las c o m u n id a d e s d e los 1 El estudio lingüístico de este corpus fue el objeto de mi tesis doctoral (cf. Puente 2017). En aquel trabajo dejé planteadas algunas cuestiones interesantes susceptibles de ser estudiadas en un futuro y de una forma más específica, como la de las muestras de oralidad que se observan en estos textos. 2 Desde finales del siglo pasado, los investigadores empezaron a analizar documentos similares de otras regiones, como Oaxaca, ciertas poblaciones de la Mixteca, regiones zapotecas, de Michoacán y también de la zona maya. Estas nuevas investigaciones han contribuido a una redefinición y extensión del propio tipo documental y sus características. Por ejemplo, Roskamp (2004) ha estudiado algunos documentos pictográficos (códices y lienzos) de Carapan, y considera que el corpus de los Títulos Primordiales se conforma por más materiales, no solo por títulos de tierra. En cuanto a los títulos oaxa- queños, se han ocupado de su estudio autores com o Sousa y Terraciano (1992); Oudjik y Romero Frizzi (2003); Romero Frizzi (2010; 2012); y Vázquez Mendoza (2013), entre otros. Florescano (2002) hizo un exhaustivo recorrido por los antecedentes y corpus con rasgos similares al de los Títulos y realizó un análisis comparativo de los textos nahuas, mixtéeos y mayas. 3 Algunos de estos documentos no solo fueron usados en época colonial, sino que muchas comuni­ dades indígenas los siguen utilizando en la actualidad com o pruebas legítimas de posesión de tierras (Romero Frizzi 2010). p u eb lo s d e ind ios, q u e estos p ap e le s fu e ra n re d a c ta d o s e n el siglo XVI ni q u e h u b ie ra n sido o to rg a d o s p o r fu n c io n a r io s d e la A u d ien c ia d e N ueva E spaña . P o r el co n tra r io , se sabe q u e en o ca s io n es se qu iso falsificar la fe c h a d e e la b o ra c ió n d e estos escritos p a ra q u e p a re c ie ra n m ás an tig u o s y q u e p u d o ex istir u n a r e d d e m a n u fa c tu ra y co m erc ia lizac ió n d e títu los fal­ sos4. P o r o tro lado , el siglo XVII se ca rac te rizó p o r u n p a u la tin o a u m e n to en la conflic tiv idad d e la t ie r ra en el v irre in a to , h e c h o q u e favorec ió en estos añ o s el in c re m e n to d e los ju ic io s so b re la p o ses ió n y, e n co n secu en c ia , la n eces id ad d e a p o r ta r d o c u m e n ta c ió n (v e rd a d e ra o falsa) q u e ju s tif ic a ra la titu la r id ad d e los t e r r e n o s y leg itim ase a sus su p u es to s d u e ñ o s 5. Estos d o c u m e n to s e s tán d isp u es to s en f o r m a d e n a r ra c io n e s h is tó ricas so b re los a c o n te c im ie n to s fu n d a c io n a le s d e l p u e b lo e n cu es tió n , e n t r e los q u e des tacan : la s i tu ac ió n d e los in d io s an te s d e la l leg ad a d e los esp a ñ o le s (el “t ie m p o d e la g e n t i l id a d ”); el e n c u e n t r o y el c h o q u e co n los co n q u is ­ tad o re s tras el d e sc u b r im ie n to ; la o to rg a c ió n d e la t ie r r a r e fu n d a d a p o r las a u to r id a d e s v irre in a le s y la e n t r e g a a los c ac iq u es y señ o re s d e la loca ­ lidad ; la co n v e rs ió n d e los n a tu ra le s a la fe c ris tiana ; la e lecc ió n de l san to p a t ro n o , e tc . Las h is to rias es tán n a r ra d a s e n la m ay o ría d e los casos p o r los p ad res in d íg en as fu n d a d o re s d e l p u e b lo , q u e son los q u e d a n fe d e la v e rd a d d e los h e c h o s 6. Sin e m b a rg o , la m e m o r ia d e estos “sabios en u n c ia - d o re s ” n o sue le a ju sta rse al r ig o r h is tó rico , y e s to d ev ien e e n co n fu s io n e s y e r ro re s e n el re la to : fechas in co rrec ta s , m ez c la d e n o m b re s , d e cargos, d e localizaciones, etc . N o son, p o r tan to , d o c u m e n to s ú tiles si lo q u e se bu sca e n e llos es o b te n e r u n a in fo rm a c ió n h is tó r ic a r ig u ro sa y a ju s tad a al re la to “o fic ia l”, co m o ta m p o c o so n ju r íd ic a m e n te fiables. Al c o n tra r io , sí re su lta n m uy in te re sa n te s p a ra e s tu d ia r la m e m o r ia local d e los p u eb lo s o el p ro p io p ro ceso d e c reac ió n d e los re c u e rd o s colectivos d e u n a c o m u ­ n id ad . E n tre las n a r ra c io n e s , el le c to r t e n d r á acceso a a lg u n a s h is to rias m ito lóg icas in d íg en as , o b ien a o tra s so b re m ilag ro s d e san to s o p e rso n a je s q u e se t ra n s fo rm a n e n an im a le s sag rados. C o m o o c u r re c o n el g é n e ro d e las Crónicas de Ind ias, n o s ie m p re es fácil d is t in g u ir e n t r e la re a l id a d y la ficc ión d e las n a r ra c io n e s , e n t r e lo q u e p r e te n d e ser o b je tivab le y lo p u ra m e n te valorativo, o e n t r e las im ág en e s p ro v e n ie n te s d e la t rad ic ió n in d íg e n a y las d e la o cc id en ta l y cris tiana . P e ro la m ezc la d e to d o s estos e le m e n to s es lo q u e o to rg a el v a lo r d e m estiza je a los d o c u m e n to s y e n r i ­ q u e c e el análisis d e los tex to s7. 11 Pasó así con un grupo de documentos de gran semejanza a los Títulos Primordiales, los llamados Códices Techialoyans. Wood (1986; 1998) ha estudiado pormenorizadamente los casos de algunos de aquellos falsificadores de códices. 5 Cf. Arrioja Díaz (2008). 6 En los documentos aparecen nombres de autoridades y caciques indígenas cuya existencia no es fácil de documentar. Tales nombres no deben tomarse como los autores reales de los documentos, sino como voces autorizadas que se emplean en el relato para otorgarle veracidad. En consecuencia, sigue siendo un problema, como ya se ha apuntado, conocer quién o quiénes mandaron hacer los títulos. 7 La literatura escrita sobre los Títulos Primordiales es amplia y se inició con el ya mencionado trabajo de Charles Gibson (1967) y de James Lockhart (1982). Volviendo a las t ra d u c c io n e s e sp añ o la s d e los T ítu los Primordiales, estas se co n v irtie ro n ya e n su é p o c a e n u n a n ec e s id ad in e lu d ib le p a r a los in d íg e ­ nas locales q u e q u e r ía n d e f e n d e r s e e n los tr ib u n a les . La g ra n m ayoría de las trad u cc io n es co n o c id as h a s ta la fe c h a se rea liza ro n en los ú lt im o s añ o s de l siglo XVII y to d o el siglo XVIII. S on tex tos fasc in an tes p o rq u e a veces so n el ú n ico te s tim o n io q u e n o s q u e d a , c u a n d o el o r ig in a l in d íg e n a se h a p e rd id o , lo cual su ced e e n n o p o ca s ocasiones. Y a u n c u a n d o el o r ig in a l sí h a pervivido, estas t ra d u c c io n e s s ig u en s ien d o m uy ú tiles, p u es están p o r lo g en e ra l en m e jo r e s tad o q u e sus h o m ó n im o s in d íg en as y r e ú n e n e n u n ú n ic o tex to lo q u e e n la p a re ja n a h u a es u n c o n ju n to d e fra g m e n to s a veces ilegibles, confusos o d e s o rd e n a d o s ”. P o r o tro lado, es in n eg a b le el va lo r h istórico-lingüístico q u e t ien en estos tex tos traducidos, p o r el e s tad o d e le n g u a q u e se p u e d e in fe r ir d e su escritu ­ ra. En este sen tido , m u ch as d e las t rad u c c io n es re fle jan lo q u e W ulf O este- r r e ic h e r (1996) d e n o m in ó “esc r i tu ra d e im p ro n ta o ra l”, rea lizada p o r a u to ­ res “sem icu ltos”. Es decir, son u n o s d o c u m e n to s d o n d e se p u e d e n ap rec ia r rasgos de la len g u a oral, co lo q u ia l e incluso vulgar, en su var ied ad m ex ican a y am e rican a diec iochesca . Y p u e s to q u e se rea lizaro n con m u c h a p ro b ab ili ­ d a d p o r trad u c to res e in té rp re te s in d íg en as o m estizos, son tex tos q u e d an m uestras del co n tac to lingü ístico e n t r e el caste llano y a lgunas len g u as in d í­ genas, espec ia lm en te el n áh u a tl. Es m ás q u e p ro b a b le q u e los t r a d u c to re s / esc ribanos tuv ieran este id io m a c o m o len g u a nativa y q u e a su vez 110 pose ­ y eran altos co n o c im ien to s d e las v a r ied ad es “cultas o n o rm a tiv a s”9 del espa­ ño l, ni de las trad ic io n es discursivas ju r íd ica s españolas. Así pues , ra s trea r las m uestras d e o ra lid ad e n estos tex to s p u e d e serv ir pa ra , e n tre o tras cosas, d o c u m e n ta r el tipo d e le n g u a u sa d a p o r sus au to res . S o lam en te m e consta u n trabajo (López C aballe ro 2003) e n q u e se hayan ana lizado estos textos en tan to que d iscursos in flu id o s p o r la o ra lid ad y d esd e u n a perspectiva fi­ lológica, a u n q u e la in vestigadora p r im ó el análisis d e los d o c u m e n to s origi­ nales nahuas, sin a te n d e r c o n c re ta m e n te al e s tu d io del e sp añ o l re fle jad o en las traducciones. L ópez C ab a lle ro m e n c io n a rasgos d e lo o ra l e n el co rp u s 8 Las versiones en náhuatl de los documentos tienen una dificultad añadida, aparte del estado ma­ terial en el que se encuentran, y es el tipo de náhuatl en el que están escritos. Se trata de una var iedad colonial tardía, no culta, y de difícil acceso para los estudiosos del idioma, como advirtió Lockhart (1991:42). ,J Si es que podemos hablar de tal en el siglo que nos ocupa. Es probable que estos escribanos no tu­ vieran una consciencia clara de la norma española homogénea y única, y esto solo en parte fue culpa de su escasa formación, pues quizá tampoco existía un único tipo de español normativo. Sánchez Méndez sostiene que a América no llegó un único m odelo de español culto: “los modelos lingüísticos de gran parte de los gramáticos hispanoamericanos del siglo XIX, como el de Andrés Bello, no obedecieron a un seguidismo fiel de la norma peninsular, com o erróneamente se ha atribuido, sino que siguen un modelo de lengua culta que se fue gestando es la época virreinal y que bebe también de los grandes escritores de los Siglos de Oro. La constitución del modelo virreinal de lengua ejemplar es tanto más interesante por cuanto en el siglo XVI no existe aún una norma preceptiva fija” y añade: “sospecho que los datos que van aportando los documentos coloniales, dentro de las tradiciones en las que están inser­ tos, apuntan a que, lejos de existir un español modélico (el que difunden las cortes virreinales), había distintos tipos de español modélico o, por decirlo de otra manera, distintos tipos ideales de lengua que estaban presentes en las diversas regiones” (2012b: 141-142). d e los T ítu los Primordiales, e sp ec ia lm en te p a ra v incu larlos co n la trad ic ió n in d íg e n a n ah u a . Hay, e n efecto , sem ejanzas e n tre los tipos tex tua les (los Títu los y o tras p ro d u c c io n es n ah u a s , co m o se verá) q u e ev id en c ia rían u n a in flu en c ia d e la trad ic ió n o ra l in d íg e n a e n el re la to ; n o o b stan te , al e s tu d ia r las m uestras d e o ra lid ad en estos d o cu m e n to s , m e in te re sa m ás a b o r d a r la cu estión d e có m o se m an ifies tan evidencias d e la in m ed ia tez co m un ica tiva a través d e las p ru e b as escritas q u e de jan los trad u c to re s y esc rib an o s q u e los re d ac ta ro n . Sostengo q u e su escasa fo rm a c ió n es la ra zó n p r in c ip a l p o r la q u e t ra d u c e n los d o c u m e n to s a veces d e fo rm a tan literal. E n o casiones las trad u cc io n es están tan ap eg ad as a la l i te ra lid ad del escrito o rig ina l, q u e el re su ltad o es u n a p ro sa ex trañ a , ag ram atica l a veces, y q u e ev idencia fe n ó ­ m en o s lingüísticos ce rcan o s a la ex p res ió n oral. Es m uy p e r t in e n te la d ife ren c ia c ió n a p u n ta d a p o r los inves tigadores d e la escu e la ro m an is tic a a le m a n a - O e s te r r e ic h e r y sus c o le g a s - e n tre , p o r u n lado , la o ra lid a d q u e re su e n a e n la esc r itu ra d e b id o a la in f lu en c ia o im ita ­ c ió n d e c ie rtas trad ic io n es discursivas ora les, y, p o r o t ro lado , las m u es tra s d e “lo h a b la d o en lo e sc r ito ”. E n el p r im e r caso, se t ra ta r ía de u n a e m u la ­ c ió n (s iem p re p erso n a l, d e p e n d ie n d o de l a u to r) de l p ro c e d e r o ra l, m ie n ­ tras q u e es el s e g u n d o caso el q u e re a lm e n te n o s p u e d e d a r in fo rm a c ió n d e có m o se c o m p o r ta u n a le n g u a fu e ra de l c o n te x to d e la esc ritu ra . S ig u ien ­ d o a O e s te r re ic h e r (1996: 319), lo h a b la d o se re la c io n a (a u n q u e n o siem ­ p re co n la m ism a in ten s id ad ) c o n la inm ediatez com unica tiva y la realización fón ica , m ie n tra s q u e lo escrito es tá v in cu lad o a la d istancia com unica tiva y la producción gráfica, s iem p re p e rd u ra b le ; si b ie n a c e p ta n d o q u e ex is ten tipos d e d iscursos d o n d e am b as co n c ep c io n e s se m ezclan , co m o la c a r ta p rivada. Ju s ta m e n te , in m ed ia tez y d is tan c ia se p u e d e n e n t re c ru z a r c u a n d o lo q u e se p re te n d e h a c e r es c a p ta r la o ra lid a d en d o c u m e n to s d e l pasado . Ya señ a la ­ b a este a u to r que , e n el caso d e l trab a jo d iac rò n ico , a su m ir el e s tu d io d e la o ra lid a d conlleva la p a ra d o ja d e q u e esta h a b r á d e b u sca rse p re c isa m e n te e n tex tos escritos. D e esta fo rm a , los h is to r iad o re s d e la len g u a n o p o d re ­ m os a p r e h e n d e r n u n c a rasgos p ro p io s d e la c o m u n ic a c ió n o ral, so lo a n o ­ ta r evidencias d e ella. E videncias m ás o m e n o s in d irec ta s q u e su g ie ra n u n a m a n e ra d e h ab la r e n u n m o m e n to y lu g a r d e te rm in a d o s . N u n c a se p o d rá e n te n d e r u n tex to escrito - a u n co n m u ch a s p ru e b a s gráficas q u e se d e te c ­ t e n - c o m o eq u iv a len te a u n d iscu rso h ab la d o , ya q u e el p ro ceso e sc r i tu ra ­ r io con lleva u n o s p a rá m e tro s p ro p io s , n o e x tra p o lab le s a la e s p o n ta n e id a d de l d iscurso o ra l in m e d ia to (c o m o son la p lan ificac ió n , las co n v e n c io n es tex tua les o re e lab o ra c ió n d e lo escrito ). Lo h a b la d o en lo escrito , p o r ú ltim o , se p u e d e m an ife s ta r e n u n tipo d e e sc r itu ra d e au to re s semicultos, es decir, c o n escasa c o m p e te n c ia e n el id io m a e n el q u e se ex p resan . Y, ju s ta m e n te p a ra el e s tu d io d e es te t ip o d e au to res , h a n re su ltad o fru c tífe ro s los traba jos so b re d o c u m e n to s h is p a n o a ­ m erican o s , e sp e c ia lm en te aq u e llo s escritos e n é p o c a co lo n ia l y q u e tra ta n asu n to s d e la C o n q u is ta y co lo n izac ió n am erican as . Las n a r ra c io n e s so b re tan m a g n a e m p re sa n o solo c o r r ie ro n a ca rg o d e re la to re s oficiales, s ino q u e tam b ién g en te s d e b a ja p ro c e d e n c ia se a trev ie ro n a o fre c e r te s tim o n io d e los ac o n tec im ien to s q u e e m p e z a ro n a su ced erse tras la l leg ad a de los españo les. Se irá c re a n d o así lo q u e O e s te r re ic h e r d e n o m in a u n a “h is to rio ­ g ra fía p o p u la r o d e a b a jo ” (1994:158)'°. Los Títulos Prim ordiales se a c o g e n a to d as estas ca rac terís ticas m e n c io ­ nadas; son tex tos co lon ia les e n los q u e se t r a ta el a su n to d e la C o n q u is ta y d e sc u b rim ie n to , p e ro esta n a r ra c ió n , lejos d e ser oficial, se h ac e d esd e la m ira d a de l “o t r o ”, de l in d íg e n a , y d e sd e la d is tan c ia te m p o ra l d e u n siglo tras el c h o q u e cu ltu ra l. A dem ás, es tán re d a c ta d o s y tra d u c id o s p o r au to re s n o cultos, q u ien es , s e g u ra m e n te p o r in seg u rid a d , se ac e rc an co n su p ro sa a la fo rm a d e p ro c e d e r d e l d iscu rso o ra l y m ezclan d is tin to s cód igos y tra ­ d ic io n es tex tuales y discursivas. D e e n tre to d o el c o rp u s c o n o c id o d e T ítu lo s m ex ican o s en n á h u a t l hay u n g ru p o de d o c u m e n to s q u e so b re sa len p o r su tip o d e e sc r itu ra incu lta y p o rq u e son id ó n e o s p a ra a n a liz a r la o ra lid a d en lo escrito , así co m o los d iscursos q u e im itan el p ro c e d e r o ra l. Así pu es , h e escog ido cinco , los re ­ lativos a los p u eb lo s de: 1) S an to T om ás d e Ajusco (e n ad e lan te , A jusco); 2) San B arto lo m é C a p u lh u a c (e n ad e lan te , C a p u lh u a c ) ; 3) San P ablo Cha- p u lte p e c (en ad e la n te , C h a p u l te p e c ) ; 4) Los Reyes; y 5) S an ta M arta Xo- co te p e tla lp an (e n a d e la n te , Sta. M a r ta ) 11. A u n q u e to d o s los d o c u m e n to s d e l co rp u s c o m p a r te n u n a serie d e ca rac terís ticas q u e los a ú n a n , c a d a u n o d e ellos es d ife re n te al o tro . T o d o s se t r a d u je ro n y e sc r ib ie ro n p o r m an o s d ife ren te s en añ o s d istin tos. N os d e te n d re m o s e n ellos a p ro p ó s i to d e sus rasgos más sobresa lien tes, p e ro a te n d ie n d o a u n a o rd e n a c ió n seg ú n los dis­ tin to s tipos d e fe n ó m e n o s d e o ra l id a d q u e p u e d e n ap rec ia rse e n los textos. Se ana lizará e n p r im e r lu g a r la e s t ru c tu ra n a rra tiv a d e los T ítu los p a ra d e ­ te c ta r discursos d e o ra lid a d im itad o s p ro c e d e n te s d e la t rad ic ió n n a h u a , así co m o fe n ó m e n o s un iversa les d e o ra lid a d q u e a p a re c e n en la o rd e n a c ió n de l d iscurso y la d isposic ión d e los e le m e n to s lingüísticos. Y, p u es to q u e los 10 La profusión de textos hispanoamericanos coloniales también se explica, como apunta Sánchez Méndez (2012a), porque el poder español en América funcionó como un gran “imperio burocrático” donde todo lo relacionado con la vida y el funcionamiento en los territorios incorporados tenía preten­ siones de ser recogido por escrito. De esto dan fe los abundantes documentos administrativos, jurídi­ cos, gubernamentales, etc. Entre los trabajos sobre la oralidad en los documentos hispanoamericanos fueron pioneros los estudios sobre el análisis del español empleado en las cartas privadas de pasajeros a Indias (Otte 1988; Fernández Alcaide 2009) o las crónicas y relaciones escritas por conquistadores y colonos llegados al Nuevo Mundo en el siglo XVI (Stoll 1996). 11 El corpus de los Títulos Primordiales mexicanos se com pone de bastantes más documentos, y no está cerrado en la actualidad, pero algunas de las traducciones no nos sirven para este estudio, bien porque fueron hechas por escribanos oficiales que reflejan una escritura que sigue modelos cultos y de estilo notarial, bien porque nos han llegado en versiones modernizadas. Los manuscritos originales de estas traducciones, junto a sus originales (cuando existen) pueden consultarse en el Archivo General de la Nación de México (A O N ) , en el ramo de Tierras con las siguientes signaturas: Ajusco, AGN, T, vol.2676, exp.4; Capulhuac, vol. 2860, exp.l; Chapultepec, HJ, vol.48-2, exp. 9, cuaderno 3; Los Reyes, vol. 3032, exp.6; Sta. Marta, vol. 3032, exp.3. Aunque estos títulos se llaman así por el pueblo al que hacen mención, no es posible localizar los municipios en la actualidad. A veces los nombres de la época colonial coinciden con los actuales, pero los contornos o el emplazamiento exacto, no. En otras ocasio­ nes, lo que se nombra como “pueblo” ha pasado a ser un barrio incluido en una localidad más amplia. T ítu los n o s ig u en ú n ic a m e n te m o d e lo s ind ígenas, se an a liz a rán tam b ién e je m p lo s e n los q u e a p a re c e n rasgos o ra le s ligados a trad ic io n es discursivas tra íd as a A m érica p o r los co lo n o s españo les , co m o la d esc r ip c ió n d e lin d e ­ ros y los te s tam en to s . F in a lm e n te , el ú l t im o a p a r ta d o está c e n tra d o e n los e je m p lo s d e lo “h a b la d o en lo e sc r i to ”, es decir, e n los posib les rasgos de inm ediatez com unica tiva q u e a p o r ta n in fo rm a c ió n d ia lec ta l así c o m o e n los d e c o n ta c to y trad u c c ió n q u e ca rac te rizan a los esc r ib an o s sem icu ltos de estos d o cu m e n to s . 2. S o b r e l o s a u t o r e s m a t e r ia l e s d e i a s t r a d u c c i o n e s a i . e s p a ñ o l P o r “a u to r m a te r ia l” se e n te n d e r á aq u í al e sc r ib an o e in té rp re te - trad u c - to r e n c a rg a d o d e la e la b o rac ió n d e los trasu n to s esp añ o les , co n in d e p e n ­ d e n c ia d e q u e estas p e rso n as e je rc ie ran d e fo rm a oficial o n o tales p ro fesio ­ n es (este h e c h o n o s iem p re se va a p o d e r c o m p ro b a r ) . C o rre sp o n d e , pues, in te n ta r a r ro ja r a lgo d e luz (si es q u e se p u e d e ) so b re q u ién e s fu e ro n los re sp o n sa b les d e las versiones e sp añ o las d e los T ítu lo s Prim ordiales12. Estos p ap e le s n a h u a s fu e ro n trad u c id o s , c o m o ya se h a a p u n ta d o , p a ra servir d e p ru e b a e n los ju ic io s d e tie rra . A lgunos d e los d o c u m e n to s d e l co rpus, g e n e ra lm e n te aq u e llo s q u e p u e d e n co n s id e ra rse m ás cu ltos en su m o d e lo d e esc ritu ra , c u e n ta n co n las firm as y rúb ricas de l t r a d u c to r / in té r p r e te (n o h a re m o s d is tin c ió n aq u í e n tre los dos té rm in o s ) y del e sc ribano . Sin e m b a rg o , los tex tos q u e an a liza rem o s n o tran sm iten u n a in fo rm a c ió n fia­ b le so b re la id e n t id a d d e estas p e rso n a s o so b re el p ro p io d o c u m e n to . En el t í tu lo d e A jusco figu ra el n o m b re de l in té rp re te in d íg en a , J u a n (o Luis) d e los Santos, q u ie n d ice q u e h a tra su n ta d o él los p ap e les q u e estaban escritos e n m ex ica n o , y q u e lo h a h e c h o en el J u z g a d o G e n e ra l d e Indios, el 2 3 d e m ayo d e 1 7 1 0 13. Sin em b a rg o , n o f irm a él el d o c u m e n to , sino el e sc r ib an o C arlos R o m ero d e la Vega. El t í tu lo d e C a p u lh u a c es u n a ú n ica trad u c c ió n d e 1 7 7 4 d e do s d o c u m e n to s en n á h u a tl q u e sí se co n se rv an . Al final d e l tex to p o d e m o s le e r el n o m b re de l e sc rib an o , M iguel Pérez, p e ro sin e m b a rg o n o ru b r ic a el d o c u m e n to , p o r lo q u e n o se p u e d e d e sc a rta r q u e se tra te d e u n a copia . C h a p u lte p e c es u n o d e los títu los m ás breves y es tá f i rm a d o y ru b r ic a d o p o r P e d ro C arrillo , e n 1 7 5 6 , q u e se d ice ac tu a r e n “p e d im e n to d e los n a tu ra le s de l v arrio d e San P a b lo ” (P u en te 2 0 1 7 : 2 0 9 ) 14. 12 Igualmente es difícil establecer la autoría intelectual y material de los documentos originales nahuas. Se cree que fueron los caciques y principales de las comunidades indígenas quienes mandaron redactar estos títulos y darles apariencia de documento oficial. Estos se los encargarían a escribanos del pueblo, que los redactarían presumiblemente en náhuatl, o quizá también a falsificadores de títulos de tierras. 13 Este juzgado de indios fue creado para los naturales en 1522 y estuvo en funcionamiento en el virreinato de Nueva España hasta 1820. En él se atendían los asuntos locales entre los indígenas y entre estos y los vecinos españoles. 14 Todas las citas de los Títulos están extraídas de la edición paleogràfica que hice de los manuscritos del AGN siguiendo los criterios CH ARTA (2013), y que se pueden encontrar online (Puente 2017). No El títu lo d e los Reyes es tá c o m p u e s to p o r d o s d o c u m e n to s in d e p e n d ie n te s p e ro q u e sin e m b a rg o p a rece n p e r te n e c e r a la m ism a m a n o . L a trad u c c ió n se d a ta en sep tiem b re d e 1731. Al final del p r im e r d o c u m e n to se n o m b ra n el in té rp re te , J u a n d e A d e n y d o n J e ró n im o , esc rib an o , p e ro n o hay firm as o rúb ricas d e n in g u n o d e los dos. P ro b a b le m e n te am b o s tex tos es tán re a ­ lizados p o r el in té rp re te q u e c ie r r a el s e g u n d o d o c u m e n to , d o n F rancisco Ju a re s , a u n q u e tam p o c o e n c o n tra m o s su rú b r ic a al final. Este tí tu lo va a ser u n o d e los m ás in te re san tes d e e n tre los escogidos, e n t r e o tras razones, p o r la p re sen c ia ex p líc ita d e la voz d e l trad u c to r, co m o se verá. Sus p a lab ras finales n o d e ja n lu g a r a d u d a s o b re sus c o n o c im ie n to s d e l n á h u a tl , si b ien re c o n o c e q u e se tra ta d e u n tip o d e n áh u a tl a n t ig u o q u e n o se c o r re s p o n d e co n el q u e él sabe hab la r: C o n q u e rd a este trasun to con el o rig in a l de que saque en b ir tu d d e au to o de m a n d a to bocal del se ñ o r don Migel de A ldabe ju e z prob iso r d e los na tu ra les y ch inos deste Arzo­ bispado, el qual ba sierto y b e rd a d e ro según mi yn te ligencia en la len g ua m exicana, yo d o n Francisco X uares y n te rp re te g e n e ra l desta A ud iencia Arzobispal y p o r aiarse estos papeles biejos y te n e r la id iom a m as an tigua y n o usarse a la d e oi en d ia e sacado y saque con el m as trabajo y q u id a d o q u e mi ynte ligencia p u d o oi a dos dias del m es d e sep tiem bre d e mil setesientos y t re in ta y un añ o (P u en te 2017: 250). P o r ú ltim o , el t í tu lo d e Sta. M a r ta es u n a t ra d u c c ió n d e varios d o c u m e n ­ tos en n áh u a tl h e c h a en 1727. C o m o o c u r re co n o tros, a p a re c e el n o m b re d e l in té rp re te (q u e n o se sabe si es tam b ién el e sc r ib an o ) d o n M artín Se­ r ó n C ortés, p e ro n u e v a m en te sin firm as n i rúbricas . Hay, pues, g ra n d e s in co n v en ien te s p a ra sab e r q u ié n e s fu e ro n los au to re s m a te r ia les d e las tra ­ d ucc io n es . N o se p u e d e ce rtif ica r q u e los títu lo s sin rú b ricas n o sean copias d e o rig inales p e rd id o s , a u n q u e , al tra ta rse d e d o c u m e n to s q u e fo rm a ro n p a r te d e ex p e d ie n te s m ás am plios , es posible q u e a lg u n o s p ap e le s e s tén ex ­ traviados y las firm as se e n c u e n t r e n e n o tras p a r te s de l e x p e d ie n te ju d ic ia l. A dem ás, a lg u n o s están re d a c ta d o s e n pap e l sellado , co m o es el caso d e Sta. M arta . Este tip o d e pap e l, q u e c o m e n z ó a usarse en A m érica en 1642, se d ifu n d ió p re c isam en te p a ra ev itar la fa lsedad d o c u m e n ta l . P ero es c ie r to q u e tan to C ap u lh u ac co m o Los R eyes y C h a p u lte p e c n o e s tán escritos en p ap e l sellado. P o r o tro lado , n o sab em o s si los p ro p io s in té rp re te s p u d ie ­ ro n e je rce r d e esc ribanos, co m o p a re c e ser el caso del t r a d u c to r de l t í tu lo d e los Reyes o el d e C h a p u lte p e c . Ruz B arrio (2008: 77-78) ind ica , tras su análisis de cód ices m eso a m e rican o s , q u e los esc rib an o s p ro fes io n a les d e ­ b ían p re s ta r j u r a m e n to d e su ofic io , com o si fu e ra n testigos, en los casos d e d ec la rac ió n oral, p e ro q u e ta m b ié n p o d ía n e je rce r c o m o trad u c to re s d e d o cu m e n to s . Sea c o m o fu e re , sabem os q u e q u ien e s e sc rib ie ran estos d o cu m e n to s , ya fu e ra p o rq u e los es tab an c o p ia n d o d e u n a d ec la ra c ió n o ral, o t rad u c ién d o lo s d e l p ro p io te x to en n á h u a tl , n o p u d ie ro n d e ja r d e obstante, para su reproducción aquí he optado por sistematizar mayúsculas y minúsculas, las grafías u-v, he reconstruido las abreviaturas y he añadido alguna puntuación, para facilitar la lectura. He dejado intactas el resto de grafías y tildes. López Caballero (2003) ofrece igualmente las ediciones paleográfi- cas de estos títulos y otros. m o stra r cie rtas ev idencias d e u n a escasa c o m p e te n c ia lin gü ís tica y escri­ tu ra r ia e n esp añ o l y d e sus m ás q u e p ro b a b le s rasgos d e h a b la n te n ah u a . Q u izá la d u d a q u e s iem p re e s ta rá p re s e n te al an a liz a r es ta d o c u m e n ta c ió n es a q u ié n o q u ién e s se p u e d e n a tr ib u ir estos deslices g ram atica les , estos co n tac to s lingüísticos y las m u estra s d e o ra lid a d , ¿al esc ribano? , ¿al in té r ­ p re te? , ¿a am bos? Lo c ie r to es q u e todav ía q u e d a m u c h o p o r sab e r so b re la fo rm a c ió n d e los e sc r ib an o s-trad u c to re s oficiales y n o oficiales d e la A m é­ rica co lonia l, y so b re có m o e je rc ían su oficio e n los co n te x to s locales d e las c o m u n id a d e s ind ígenas. 3 . O r a l i d a d i m i t a d a d e l a t r a d i c i ó n d i s c u r s i v a i n d í g e n a y f e n ó m e n o s u n i v e r s a l e s d e l o o r a l C u a n d o el lec to r in ic ia la le c tu ra d e los T ítu los , e n se g u id a e x p e r im e n ­ ta varias sensaciones. P o r u n lado , c o m p re n d e q u e está a n te u n tex to d e difícil ad sc rip c ió n g en é rica . N o son títu los d e t ie rras al uso y n o son ex c lu ­ sivam ente d o c u m e n to s ju r íd ic o s . P u es to q u e es tán in se rto s e n e x p e d ie n te s jud ic ia les , sí se o b serv an e n ellos c ie rtas p a r te s p ro to co la r ia s e n e l para tex - to (protocolo, escatocolo), p e ro el g ru e so d e l d o c u m e n to , el c u e rp o narra tiv o , n o se acoge a u n e sq u e m a fijo. N o hay u n tex to id én tico a o tro . Es e n la narra tio d o n d e se p u e d e n o b se rv a r secu en c ias discursivas d ife ren tes : n a r r a ­ ciones, d esc rip c io n es y d iá lo g o s15. Al lector, si t ien e u n a c o r re c ta c o m p e ­ ten c ia e n españ o l, n o se le escap a rá q u e a lg u n o s d e los frag m en to s p u e d e n so n a r ex tra ñ o s p a ra la sintaxis e sp añ o la , inc luso tra tá n d o se d e d o c u m e n to s an tiguos. P arece im posib le n o p e n sa r en u n a trad u c c ió n ex ces ivam en te lite ra l al le e r este f ra g m e n to c o n el q u e se in ic ia la n a r ra c ió n d e los p r in c i ­ pa les de l p u e b lo d e Ajusco: Mis am ados hijos, a h o ra cu e n ta cu a tro el m es seg u n d o feb re ro en mil q u in ien to s tre in ­ ta y u n años. Del ún ico y b e rd a d e ro Dios ún ico q u e esta alia en el cielo, y aqu i e n la tie rra y e n todas partes de l universo. N oestros am ado s hijos, com bien e sepáis q u e en todas p artes se en tris tecen todos cuan to s g o b e rn a n te s q u e g u a rd an los pueblos, solo p o rq u e sab ido es, lo qu e h ic ieron , y au n to d ab ia lo están h ac ien d o los blancos, g en te de Castilla; sabido es, com o son castigados los sup erio res g o b e rn a n te s p a tro n o s d e los pueblos q u e e m p u ñ a n se tro p a ra el m a n d o ; sab ido es, de com o castigan, p o r q u e les p id e n sus riquesas y tam bién p o rq u e n o lo d an to d o el m etal am arillo y los re lu m b ro so s bidrios, los castigan, sab ido es, d e co m o les qu itan sus m u g eres herm osas, y tam bién sus m ugeres n iñas doncellas; n u n c a se c o n ten ta n solo con escoria divina y re lum brosos bidrios, ni con burlarse d e las m ejeres de los que m a n d a n , su corason se apacigua hasta que los q u em an , com o q u e m a ro n al g ran sup e r io r seño r d e M echoacán , d em aciad o g ran d e Caltzotzin [ .. .] (P u en te 2017: 193). 15 No obstante, el hecho de que tenga partes más libres tampoco es una excepción dentro de la do­ cumentación jurídica colonial. Como explica Sánchez Méndez (2012a: 2), no todos los textos jurídicos indianos obedecen al tipo de escritura burocrática y rígida que normalmente nos imaginamos cuando pensamos en esta documentación. En este gran entramado textual muchas veces nos encontramos ante lenguaje espontáneo y cercano a la oralidad. El títu lo d e Ajusco es u n o d e los m ás in te re san te s d e l co rp u s . L lam a la a te n c ió n de él el to n o y el estilo , q u e se desvía d e o tros. La ac t itu d deses­ p e ra n z a d a y crítica d e los n a r r a d o r e s d ev ien e e n u n a visión ex p líc i ta m e n te nega tiva d e la C o n q u is ta y los e sp añ o les . S abem os q u e el t í tu lo o r ig in a l en n áh u a tl es tá p e rd id o y s o la m e n te se co n se rv an cop ias f ra g m e n ta d a s y parcia les de este. Varias c u e s tio n e s m e re c e n a te n c ió n d e esta cita. E n p r i ­ m e r lugar, se e jem plifica m u y b ie n la tó n ic a g e n e ra l d e la e s tru c tu ra c ió n del re la to en la g ra n m ay o ría d e Títulos. A quellos q u e h a b la n se e x p re sa n e n u n p lu ra l d e p r im e ra p e rs o n a , u n “n o so tro s ” q u e sim boliza a los sa­ b ios an c ian o s d e la c o m u n id a d —los huehuetqueh e n n á h u a tl , huehueh ‘v ie jo ’, ‘a n c ia n o ’- y se d ir ig en a u n a s e g u n d a p e rso n a , los “h ijo s” d e la c o m u n i ­ d ad , es decir, los in d íg e n as d e l p u eb lo . Los an c ian o s les e x h o r ta n p a ra q u e a t ie n d a n a la h is to ria q u e van a escuchar, p o rq u e e n t r a ñ a u n a p r e n ­ dizaje esencial p a ra ellos. P e ro es te d iá lo g o e n t r e padres-h ijos, e x p re sad o e n estilo d irec to , n o es m ás q u e a p a re n te , p u es los a lo cu ta rio s n u n c a van a p ro n u n c ia rse v e rb a lm en te e n el re la to . E n esencia , n i s iq u ie ra p o d e m o s h a b la r d e u n d iá logo , sino d e u n m o n ó lo g o e n c u b ie r to , d o n d e los re c e p ­ to res s iem p re p e rm a n e c e n m u d o s , pasivos. Y a u n q u e se e n c u e n tra n signos d e o ra lid ad (apelac iones , in te r je c c io n es , e tc .) , estos d e b e n in te rp re ta rs e d e sd e la lóg ica d e la c o n s tru c c ió n n a r ra tiv a re tó r ica . C o m o a p u n ta Bustos Tovar (1996), se tra ta d e u n d iscu rso n o d ir ig id o a los sup u esto s “in te r lo c u ­ to re s ” de la acc ió n co m u n ica tiv a ( e m u la d a ) , s ino , c la ro está, a los lec to res p o ten c ia les d e l re la to , q u e , e n e l caso d e los Títulos, son los m iem b ro s del tr ib u n a l e sp añ o l q u e van a le e r los d o c u m e n to s en los ju ic io s d e tierras. Este e sq u e m a co m u n ica tiv o d e falso d iá lo g o em u la d o n o n o s es a je n o e n la trad ic ió n l ite ra r ia u n iv ersa l e h isp an a . L os re la to s d e la lír ica p o p u la r (c an ta res de gesta, ro m an c es) a c u d ía n co n n o rm a lid a d a estas fó rm u la s apelativas p ro p ias d e la o ra l id a d o d e la le c tu ra colectiva e n voz alta. N o o b s tan te , los n a h u a s c o n ta b a n ta m b ié n c o n su p ro p ia trad ic ió n oral. H ay u n g é n e ro específico q u e sin d u d a in fluyó en la e lab o rac ió n d e los Títulos, esp ec ia lm en te e n la e lecc ió n d e la voz n a r ra tiv a y el to n o re tó r ico . N os re fe r im o s al g é n e ro d e los H uehuetlah to lli, t ra d u c id o c o m o ‘la a n tig u a pa la ­ b r a ’ (cf. L eón-Portilla 2004), p u e s p ro v ien e d e l n á h u a t l huehueh ‘a n t ig u a ’ y tlahtolli ‘p a la b ra ’. Los H uehuetlah to lli e r a n u n o s d iscursos d e ca rg a m o ra l p ro n u n c ia d o s p o r los an c ian o s y sab ios n a h u a s e n m o m e n to s t ra s c e n d e n ­ tales d e la c o m u n id a d o d e a lg u n o s d e sus m iem b ro s (2004: 27). E n estos d iscursos p re d o m in a n las fó rm u la s reverencia les , las co m p a rac io n e s , las a lu siones m etafó ricas y las p re g u n ta s re tó r icas , así co m o los llam ad o s difra- sismos nahuas, c o n s tru c c io n e s d e lex em as y u x tap u esto s q u e se in te rp re ta n co m o u n a sola e n t id a d c o n c e p tu a l . Los H uehuetlah to lli todav ía es tab a n p r e ­ sen tes e n tre los p u eb lo s d e in d io s e n el siglo XVII, co m o p ru e b a el h e c h o d e q u e los religiosos s ig u ie ran re c o p ilá n d o lo s (el p a d re O lm o s p u b lica estas com po sic io n es e n 1600). N o es d e ex tra ñ a r , p o r tan to , q u e estuv ieran e n las m en te s d e los au to re s d e los T ítu los c u a n d o estos fu e ro n escritos. Las s im ilitudes e n tre am b o s d iscu rso s c o n f irm a n es ta in f lu en c ia (el d iá lo g o e n ­ tre an c ian o s y d esc en d ien te s , las ex h o r ta c io n e s p a ra e sc u c h a r la p a la b ra sag rad a q u e adv ierte del p e lig ro , las es tra teg ias re tó r icas p a ra in fu n d ir m ie ­ d o , p a ra persu ad ir , p a ra am enazar, e t c . ) Ifi. A lgo m ás llam a la a te n c ió n d e es te tí tu lo . Sin d u d a se o b se rv a n en él e le m e n to s d e d es ig n ac ió n q u e su e n a n e x tra ñ o s e n la t ra d u c c ió n al e sp añ o l, y p a re c ie ra q u e casi e s tán p u es to s c o n u n a in te n c ió n estética: se d e s ig n a a los cac iq u es de l p u e b lo c o m o “los s u p e r io re s g o b e rn a n te s p a t ro n o s ”; al o ro y los espe jos c o m o “el m e ta l am arillo y los r e lu m b ro ­ sos b id r io s ”; al cac iq u e d e M ich o acán c o m o “el g ra n s u p e r io r s e ñ o r de M e c h o a c a n ”, y o tras d e las fó rm u la s q u e se e n c u e n t r a n a d e la n te , si c o n ­ t in u a m o s el re la to - “los em b id io so s h a m b r ie n to s q u e se n o m b ra n cristia ­ n o s ”; “la m u y su p e r io r d e m a c ia d o g ra n d e n o e s t ra t i e r r a ”, e tc .- . N o p a rece tra ta rse d e u n e fec to e m b e lle c e d o r in te n c io n a d o , p o c o c o h e re n te c o n el fo rm a to ju r íd ic o al q u e p re te n d e a d a p ta rse el d o c u m e n to , s ino m ás b ien , u n a t ra d u c c ió n q u izá d em a s ia d o lite ra l d e c o n s tru c c io n e s n ah u a s . E stu ­ d ios rea lizad o s so b re el tex to n á h u a t l de l t í tu lo (p e ro el o r ig in a l, r e c o r ­ d em o s, es tá p e rd id o , e n n á h u a t l solo se c o n se rv an co p ia s d e fra g m e n to s n o co m p le to s ) su g ie re n q u e el in té rp re te d e l d o c u m e n to suavizó a lg u n as e x p re s io n e s e n su trasp aso al e sp añ o l. N os d ice M e g g e d (2010: 125) q u e “e n la vers ió n t ra d u c id a d e 1710, ex p re s io n e s d e d e sp rec io , tales c o m o ‘ca in in ic h tec ca t lah to an i M á rq u e z ’ - e s e g o b e r n a n te / l a d r ó n M arq u és— ‘hua- llaz tech t la lc u i l iq u iu h ’- v e n d r á a d e sp o ja rn o s d e n u e s tra s t ie r ra s - , fu e ro n m o d ificad a s y ab la n d a d a s co m o tam b ién o tra s a f irm ac io n es c o n c e rn ie n ­ tes a los an tig u o s d ioses, seña les d ivinas y p re d ic c io n e s ”. En e fec to , en la t ra d u c c ió n se lee (c o n la o m is ió n d e ladrón): “aci se d ice se h a b la q u e este se ñ o r M arq u es b e n d r a a q u i ta rn o s t ie r ra s”. N o o b s tan te , p e n s a m o s q u e , si el t r a d u c to r b ie n p u d o m atiza r u o m itir c ie rtas p a lab ras , c o m o a p u n ta M egged , p a r a ay u d a r a sus c lien tes e n el ju ic io , su escasa c o m p e te n c ia en esp a ñ o l le h ac e o p ta r p o r u n a t ra d u c c ió n lite ra l en la m ay o ría d e los casos, sin p e rca ta rse d e la ra re z a d e a lg u n a s c o n s tru c c io n e s o d e la re so n a n c ia o ra l d e c ie rtas ex p re s io n es , co m o e n este pasa je , e n el q u e el n a r r a d o r d e nuev o e x h o r ta a sus h ijos tu te lados: C o m b ien e nos bautiscm os com b ien e qu e nos e n treg u em o s a los h o m b res d e Castilla h a b e r si aci n o nos m a ten co m b ien e que aqu í nom as, qu e lia no , en n ad a no s m etam os p ara q u e aci no nos m aten , qu e los sigamos h a b e r si aci les causam os co m pacion ; qu e en to d o nos e n treg u em o s a ellos q u e el que es b e rd a d e ro Dios qu e co rre sobre los cielos, el nos fabo recera de las m an o s de los de Castilla; y p a ra q u e no nos m a te n con- b ien e q u e lia n o conoscam os todas noestras tierras; co m b ien e q u e acortem os noestros 16 No es objeto de este trabajo analizar en detalle la comparación de los dos tipos textuales, pero, por ejemplo, podemos leer en uno de estos discursos que recopiló el padre Sahagún: “Estas son las palabras que te ofrezco, que te hago oír ahora, palabras de vida, que estaban guardadas, que se deben guardar, que nos dejaron nuestros hacedores, los viejos y las viejas de pelo blanco, de cabeza blanca; no son muchas palabras, ponías, pues, en tu corazón; son unas cuantas, dignas de tomarse, de guardarse, de asirse” (apud León-Portilla 2004: 49). Y en el pasaje del título de Los Reyes “sepan queridos hijos miosyjuntamente bean quienes sois y quienes estáis llamen y pregunten por todas partes yjuntamente griten como aqui pone y que aqui se pone, el pueblo de los santos Relies [ .. .] como se lo dejamos todo lo de arriba y lo de atras com o lo emos dicho que se lo dejamos y señalamos” (Puente 2017: 245). linderos: y lo q u e q u e d e c o m b ien e q u e lo d e fien d a n noestros p ad res q u e m a n d a n en T lalpan , Topilco, T oto ltepec , A sipactepetzipac, y los de X alatlaco (P u en te 2017: 194). E n la c ita se o b serv an rasgos d e o ra lid a d d e d ife re n te n a tu ra leza . P o r u n lado , el ya m e n c io n a d o d iá lo g o f in g id o -d is c u rso e m u la d o - e n t r e p a ­ dres-hijos con la ap e lac ió n c o n s ta n te a la p ru d e n c ia m e d ia n te el p lu ra l sociativo ( “c o m b ie n e q u e nos entreguem os a los h o m b re s d e C astilla”). O b ­ servam os tam b ién fe n ó m e n o s q u e son universa les y p ro p io s d e la in m e ­ d ia tez com un ica tiva (O e s te r r e ic h e r 1994) e n la o rd e n a c ió n d e l d iscurso: re p e tic io n es d e u n a id ea fija (d e fe n d e r la t ie rra , h a c e r caso d e los e sp a ñ o ­ les), e m p leo d e u n v o cab u la rio lim itado , c irc u la r id ad d e los p la n te a m ie n ­ tos, etc. El t r a d u c to r /e s c r ib a n o d e Ajusco se d e c a n ta casi s iem p re p o r el e m p le o d e la m ism a e s tru c tu ra “combiene q u e ” + s u b o rd in a d a com p le tiv a d e sujeto , a la q u e le sigue o t r a c o n valo r final “p a ra q u e n o no s m a te n ”. A ve­ ces se p re f ie re u sa r la lo cu c ió n , ta m b ié n final y con in te n c ió n d esidera tiva “h a b e r si”, m ás f re c u e n te d e la ex p re s ió n co lo q u ia l o ra l (Elvira 2007: 8). Los usos gráficos n o s p ro p o r c io n a n rasgos g eo lec ta les y d iastrá ticos, co m o las co n fu s io n es p ro p ias d e q u ie n s e g u ra m e n te seseaba ( bañásemos, aci, com- p a d o n , conoscam os...) o n o d o m in a b a las e tim o lo g ías (faborecera, combiene, haber, l ia ...) . T am b ién p ro p o r c io n a n esta in fo rm a c ió n o tras ex p res io n es tí­ p icas am ericanas, co m o el u so d e nom ás c o m o sufijo d e re fu e rzo d e l valor ex h o rta tiv o e n la o rac ió n “a q u í n o m a s q u e lia n o e n n a d a no s m e ta m o s ” (Kany 1969: 368). O tro rasgo carac te rís tico d e los Títulos, y q u e ta m b ié n se p o d r ía e n ­ g lo b a r d e n tro d e los fe n ó m e n o s un iversa les d e los d iscursos ora les, es el d e so rd e n q u e a veces se o b se rv a e n t r e las voces narra tiv as y los niveles d e la n a r rac ió n . Ya a p u n tó L ó p ez C ab a lle ro (2003) q u e e n estos títu lo s es m uy co m p le jo c o m p re n d e r q u ié n es tá h a b la n d o ca d a vez. S abem os q u e los e n u n c iad o re s , en to d o caso, so n los an c ia n o s d e la c o m u n id a d , p e ro a veces p a rece n su ced erse s e rm o n e s d e d ife ren te s g en e rac io n es d e anc ianos. Es decir, los q u e en u n m o m e n to se p ro c la m a n co m o los o ra d o re s d e la his­ to ria , en o tro m o m e n to , y sin p rev io aviso, se co n v ie r ten e n p erso n a je s d e esta m ism a h is to ria , y los n a r r a d o r e s p asan a ser o tros. P o r e je m p lo , en el t í tu lo d e Sta. M arta , e n u n m o m e n to leem o s có m o los sabios se p re se n ta n y em p iezan a c o n ta r có m o se les o to rg ó las tie rras: “A qui os en p e sam o s a d a r ra so n noso tro s los b iexos q u e g a n a m o s la t ie r r a p a ra b o so tro s n u e s tro s yjos aq u i no s n o m b ra m o s q u ie n e s so m o s F rancisco A catlecatl, D iego Texcaya- cahicoltzi, Lucas T ex o cp a ltecad , M iguel Q u a h x o c h im a n tz i [ . . . ] ” (P u en te 2017: 225). N o o b s tan te , tras la p re s e n ta c ió n , se p ro d u c e u n ca m b io de los tiem p o s verbales, d e p re s e n te a p asad o , y el n a r r a d o r p a rece se r o tro ya, co m o si en re a lid ad se estuviese d e s c r ib ie n d o u n a e sc en a y los pe rso n a jes (q u e c re íam os los n a r ra d o re s ) h u b ie r a n e s tad o d ia lo g a n d o en estilo d irec ­ to: “c la r in ea ro n e n sus tieras d o n d e acab an sus tie rras q u e se les d ie r ro n a los barios X o c o te p e t la lp a n e c a te p e te n c h ip a n e c a T e p e n te n c h i t la lp a n Tetla- p an C an ec ax o la lp a n eca C o n e h a c o n t la c a y los d e C h ico m o sto c A stap an eca to d o s estos b a r r io s n o m b ra d o s son d e l p u e b lo d e la M ilpa a l ta ” ( ibidem: 2 2 5 ) . De nuevo , se p ro d u c e el cam b io de l p a sad o al p re s e n te y los cac iques h ab la n e n estilo d irec to : “S abeos b o so tro s n u e s tro s yjos y n ie tos y b isn ie to s q u e n o so tro s los an tig u o s os d ex a m o s escrito en estos p ape les yjos m ios o si n u e s tro s n ie to s os d ex a m o s d a d a esta ra so n p a ra q u e sepays q u ie n e s som os n o so tro s [ . . . ] ” ( ibidem: 2 2 5 ) . La c o n f irm ac ió n d e q u e el le c to r es tá a n te u n a su e r te d e re p re se n ta c ió n tea tra l llega en el s igu ien te p á r ra fo . En el re la to se o b se rv a u n a p r im e ra p e rs o n a de l s in g u la r q u e es q u ie n p a rece ser el n a r r a d o r ú ltim o d e to d o s estos cam bios d e niveles, p e ro q u e n o h a b ía a p a re c id o an te s y n o volverá a a p a re c e r (¿q u ién es ese y o ? ) . La p r im e ra p e r ­ so n a d e l p lu ra l volverá a co n tin u a c ió n p a ra c o n d u c irn o s la lec tu ra , p e ro la id e n t id a d d e este su je to n o se aclara . [E]sta es rason q u e d ex aron los an tiguos n o m b ra d o s a r iu a d e com o fueron co nb o can - d o a los dem as na tu ra les p a ra q u e se bau tisaran d is iendoles yjos mios lia es t ie m p o de q u e cream os en Dios y esto os lo declaro en pas y q u ie tu d n o os espanteis siruam os a Dios os buelvo a desir q u e nuestros an tep asad o s q u a n d o se g an o la tie rra se m a ta ro n un o s con o tros e n todos los lugares (P u en te 2017: 2 2 5 )17. Estas co n fu s io n es son m ás c o m u n e s e n el p ro c e d e r d e la co m u n ic a c ió n o ra l, así co m o la m ezcla d e los d iscursos d irec to s e ind irec tos . El caso d e Sta. M arta n o h ace sino c o n f irm a r o t ra reg la d e la co m p o sic ió n d e los T ítu ­ los Prim ordiales, q u e es la re c re ac ió n d e ac o n te c im ie n to s p re té r i to s a través d e los d iá logos e n t r e p e rso n a je s secu n d ario s . Si los an c ian o s fa lsam en te d ia lo g an c o n sus h ijos fu tu ro s , verem o s tam b ié n có m o o tras p e rso n a lid a ­ des h is tó ricas d e la C o n q u is ta (virreyes, d e sc u b rid o re s , religiosos) h a b la n e n t r e sí o c o n los ind ios del p u eb lo . Se p ro d u c e e n to n c e s el ju e g o d e p o ­ lifon ía d e voces (D u c ro t 1984). M ed ian te es ta a tr ib u c ió n d e las p a lab ras a o tro s p e rso n a je s im p o rta n te s d e la n a r ra c ió n -a tr ib u c ió n q u e , co m o o b ­ serva Reyes (1995) n o t ien e q u e ser v e rd a d e ra n i h is tó r ic a - se re fu e rz a la in te n c ió n persuasiva d e los au to re s c o n el c o n sa b id o lec to r p o ten c ia l (el tr ib u n a l e sp a ñ o l) , al d a r fu e rz a d e a u to r id a d a lo q u e se dice. El h e c h o d e q u e se re p ro d u z c a n l i te ra lm e n te frases d e p e rso n as d e d u d o sa ex is ten c ia o cuya im p licac ión en los a c o n te c im ie n to s n o se p u e d e dem o stra r , n o afec ta a la veros im ilitud de l re la to d e sd e la ó p tic a d e sus au to res . Se tra ta , n u ev a ­ m e n te , d e u n re cu rso re tó r ico p a ra re fo rz a r la id ea d e p e r te n e n c ia d e los te r re n o s . C u a n to m ás im p o r ta n te sea el p e rso n a je q u e hab la , m ás se in te n ­ sifica la leg it im id ad d e la posesión . P o r su p u es to , estas voces s iem p re se m e n c io n a n a favor d e los a rg u m e n to s in d íg en as , es decir, s iem p re in c id en e n el h e c h o d e q u e las t ie rras p e r te n e c e n al p u e b lo d e sd e los t iem p o s fu n ­ d ac ionales . Estos d iá logos d e n u ev o h a n d e e n te n d e r s e co m o u n a m im esis d e l d iscurso o ra l, a u n q u e n o d e b e p e rd e rse d e vista q u e esta im itac ió n , e n su paso al tex to en e sp añ o l, se tra d u c e en u n a sin taxis y u n a e x p re s ió n m uy c e rc a n a a la o ra lid a d , a causa d e los in té rp re te s sem icu lto s d e los Títulos. 4. ORALIDAD PROCEDENTE DE ACTOS DE ENUNCIACIÓN REAL Y TRADICIONES DISCURSIVAS ESPAÑOLAS A p ro p ó s ito d e la p u e s ta e n e sc e n a d e m o m e n to s significativos p a ra la c o m u n id a d , son d e especia l in te ré s las secuencias descrip tivas q u e a p a re ­ cen e n los T ítu los so b re los l in d e ro s d e las tie rras del p u eb lo . U n a p a r te im p o r ta n te de l re la to fu n d a c io n a l es la q u e c o m p re n d e có m o se realiza­ ro n las d em a rca c io n es c o r re s p o n d ie n te s d e los límites. P ara el fin ju d ic ia l d e los d o c u m e n to s se c o m p r e n d e q u e estas d esc rip c io n es fu e ra n d e vital im p o rtan c ia . N o e n c o n tra m o s t í tu lo s e n d o n d e n o se h a g a a lusión a los lím ites del p u eb lo , p o rq u e d e los m ism os d e p e n d ía la d em o s tra c ió n , n o solo del co n o c im ie n to d e l te r r e n o , s ino tam b ién d e la p e r te n e n c ia d e las posesiones. P e ro tal d ivisión n o se m u e s tra en la e sc r i tu ra co m o u n a fo to fija d e las co o rd e n a d a s geográ ficas d e l p u e b lo , s ino co m o u n p ro ceso en m o v im ien to en el q u e vem os, g u ia d o s p o r el n a r ra d o r , la rea lizac ión del ac to -cas i sag rado p a ra los m ie m b ro s d e la c o m u n id a d - d e ir p isan d o las tie rras , p o n ie n d o señales, d e te n ié n d o s e e n los lím ites y b en d ic ié n d o lo s . Las desc rip c io n es d e t ie r r a en los tex tos n o h a c e n sino im ita r el p ro ceso rea l d e de lim itac ió n d e las poses io n es , ac to q u e fue in t ro d u c id o p o r los co lo n o s caste llanos a su l leg ad a al N uevo M u n d o 18 y q u e in c lu ía la visi­ ta, so b re el te r re n o , d e d e te rm in a d o s fu n c io n a rio s v irre ina les , m ed id o re s , testigos q u e d ie ra n fe d e q u e las t ie r ra s e ra n legítim as, etc . Se in ic ia así el tí tu lo d e C h a p u l te p e c 19: Aqui señalo p o r d o n d e b en en io s a n u es tro s lin d ero s qu e en p iesan p o r el para je n o m ­ b rad o Guezcoloctelyecac T la ln ah u ac , B altesar Bautista, alli esta n u es tra tie rra q u e ba s iguiendo p o r el paraje d e Texcala y acava e n la b a rra n ca angosta y ba b a jan d o y acava en el paraje q u e llam an T etla lm em elo l. Ay bam os a to p a r la je n te de C uate te lco que fueron desde alli a San Francisco T exa lpan y de alli b o lb ien d o hasta to p a r con la je n te de Texochilitla alli acava y d e alli tu e rse a el paraje qu e n o n b ra n Teuxille e co m o más señalam os q u e som os de C a h u e llo p a d o n d e nase ya Baltesar Bautista q u e yo solo b ine y tru je los hijos aqui en el pu eb lo G ra n d e de C u ernavaca y aqui nos ju n ta m o s los de Teyantzinca y X icom ulcatlacal aqui dec la ram o s a d o n d e acava X icom alco y su je n te esta tie rra lin d o con T lam axac y acava e n T etla lm em elo lc y luego y luego \ sic\ ay llega a T ecpantzinco en A tlapitzaco y de ay llega a el p ara je d e de [s¿c] G uizcoloc y Telytleca tierras de C h aln ah uac y d e ay llegan la je n te de T lapala cuyas tie rras lin d an con las de X u itepeque y aqui señalo q u an to s añ o s q u e las te n em o s y en el q u e estam os del tresien- tos senq u en ta y ocho aqui señalam os la p in tu ra qu e pu sie ron m u c h o t ie n p o a los biejos q u e se ju n ta ro n p ara ello (P u e n te 2017: 208). C o m o en o tro s títu los, se p u e d e o b se rv a r u n a e sc r i tu ra caó tica y des ­ o rd e n a d a d o n d e n o es fácil d is c e rn ir q u ié n es el su je to n a r ra d o r . P arece q u e h ab la u n tal “B altesar B au tis ta” —c o n c ie rre vocálico— p e ro la voz pasa a veces a ex p resarse en p r im e r a p e r s o n a de l p lu ra l (“y aq u i n o s ju n ta m o s ”), 18 También aparecen estas descripciones en otros textos coloniales, no son originales de los Títulos Primordiales, por ejemplo, en las Relaciones Geográficas. 19 Este título es más breve que otros, ya que prácticamente trata la descripción de los linderos. Existe el original nahua, que además parece estar escrito por la misma mano que la traducción española. a n o ser q u e se tra te d e u n d iscurso re fe r id o e n el q u e son o tro s los q u e h a b la n (p e ro esto n o q u e d a c la ro ) . E n c o n tra m o s o tro s rasgos p ro p io s de la in m ed ia tez d e la ex p res ió n o ra l, c o m o u n a sin taxis to sca co n e s tru c tu ra s sencillas, p la g a d a d e c láusulas co o rd in a d a s y co n p ro fu s ió n d e la c o n ju n ­ c ió n copulativa , q u e es la ú n ic a q u e en c o n tra m o s . L a re d a c c ió n n o está m uy cu id ad a , co m o d e m u e s tr a n los d o s lapsus calam i q u e h a llam o s p rác ti ­ c a m en te segu idos (“y lu eg o y lu e g o ”; “d e d e ”). U n e r r o r d e b e d e se r tam ­ b ién el a ñ o q u e se d ice d e la e sc r itu ra ( “tre s ien to s s e n q u e n ta y o c h o ”) . P o r o tro lado, c ie rto s usos gráficos ev id en c ian d e n u ev o u n estilo d e le n g u a a m e ric an o d iec io ch esco (seseo g en e ra liz a d o , y e ísm o ) , p e ro c o n rasgos d e ex p res ió n in cu lta (cam bios vocálicos, inc luso c o n la tó n ica , co m o e n be- nemos-, t ru e q u e s d e nasa les a n te p y b, pese a q u e ya d e sd e N eb rija es tab a p rescrito su c o r re c to u so ) , fo rm as verba les arcaicas q u e todav ía n o h a b ía n d esa p a re c id o d e l to d o e n el siglo XVIII (tru jé ). A lg u n o s d e los títu lo s in ­ c lu ían m a te r ia les p ic tó rico s y m ap as co m o apoyo visual d e estas d esc rip c io ­ nes; n o o b s ta n te , sin verlas fís icam en te , tam b ién p a re c ie ra co m o si el lec to r estuviese d esp lazán d o se (igual q u e h a c e n los n a r ra d o re s ) p o r el espacio . E n este sen tid o , son esencia les los m a rc a d o re s de íc ticos q u e se re p ite n a lo largo d e to d o el re c o r r id o p o r los l in d ero s . E n C h a p u l te p e c vem os q u e a b u n d a n los adverb ios, q u e a p a re c e n e n to d o s sus g ra d o s d e p ro x im id a d (“A quí s e ñ a lo ”; “allí a c a b a ”; “ay l leg a”, e tc .) . T am b ién son im p o r ta n te s la p re sen c ia d e los verbos d e m o v im ien to (empezar, seguir, ir, bajar, topar, subir, venir, acabar) y o tro s típ icos de l ac to c o n c re to d e la d e m a rc a c ió n (jun tar, señalar, poner) los cua les su e len a p a re c e r e n perífras is d e g e ru n d io , p a ra a u m e n ta r e l e fec to p lástico d e l d esp lazam ien to . E n estas secu en c ias des­ criptivas ta m b ié n se in se r ta n d iá lo g o s e n tre p e rso n a je s y d e nuev o vem os discursos e m u lad o s e n estilo d irec to . L eem o s e n u n o d e estos pasajes en Sta. M arta: Agora enpesemos en el nombre de Dios a señalar nuestros linderos que es de las tierras que nos dio el señor birey don L u is Velasco e n p e sa n d o desde un sero llam ado el T ehuitlixohueyacatzin q ue es p r im e r l in de ro d e la p a rte del o r ien te y b a baxan [ í¿ c ] asia u n serrito llam ado Pisiete con q u e es l in d e ro en d o n d e se p a ra ro n y d ixe ro n bengan aca yjos mios d e Chico- mostoc sepan que desde aqu í enpesamos aser nuestros linderos y alli c la r in ea ro n a bosotros los frrimeros que fu is te s llam ados y nonbrados arriba bosotros los pueblos que lia distis fe y d ixistis questa tierra no era de n in g u n o sino nuestra delante de nosotros se enpiesa que aqui estamos los nuebe pueblos que corran el lindero y anden ustedes baxando a u n paraxe nombrado Acopiltenco y c la rinearon al pasar p o r ju n to a u n a cu e b a qu e m ira a la p a rte del n o r te [ . ..] Y b an an ­ d an d o y e n tra n d o p o r u n m ontesiyo que m ira al o r ien tte y llega a u n paraxe n o m b ra d o n e p a n ap a q u e es l in d e ro y d ixe ro n bengan aca biexos mios y descansen que estaran cansados de an d a r por nuestros yjos en donde les dexam os puesta la ralla de sus tierras para que b ivan seguros y para que rreconoscan sus linderos y en d icho paraxe c o m ie ro n y c la rin earo n y alli isieron m ansión y d u rm ie ro n y d ix e ro n si dios nos dexa am aneser com bien prosiguirem os dexando puestos las tra lla s a nuestros yjos y r re sp o n d ie ro n los dem as agase como lo m andais el que d io d e señar fue Francisco Ytzcohatecatl y el q u e d io d e b e b e r fue D iego Texaya- cahuicoltzin q u e es d e la M ilpa y fue del agua q u e m a n a en d ich o paraxe y la cam a e n que d u rm ie ro n fue de sacate q u e co rto Francisco A catzaqualtecatl el q u e sirvió la m esa fue M iguel T ehuitz ilopohtecatl, el q u e colgo el ytacate q u e so b ro fue Lucas H olm at- zintecalyxpanecatl el q u e re co rd o la x e n te p o r la m a ñ a n a fue D iego Q uahcoyoltecatl y d ixo padres mios como an am anesido ustedes os a dexado Dios am aneser con bien patrones mios aora bam osprosiguiendo (P u en te 2017: 256-258)20. El f rag m en to co m ien za co n u n a in te rv e n c ió n e n estilo d irec to sin p r e ­ via in tro d u c c ió n y h ab la n e n p r im e ra p e r s o n a los an c ia n o s q u e se d isp o ­ n e n a seña la r los lin d e ro s q u e les h a o to rg a d o Luis d e Velasco. D esp u és la n a r ra c ió n cam b ia a la te rc e ra p e r s o n a p a ra d e sc r ib ir el p ro ceso d e la m a r ­ cación , los an c ian o s cam in a n , se p a r a n e n los lu g a re s estra tég icos, to can el c la rín ( clarinearon) y p ro n u n c ia n el s e rm ó n d e d ic a d o a sus hijos. N o es ra ro e n c o n tra r en casi to d o s los Títu los, co m o o c u r re aq u í, la p re sen c ia del p ro n o m b re d e se g u n d a p e r s o n a d e l p lu ra l y d e sus d es in en c ias verbales, pese a q u e este d esap a rec ió de l p a ra d ig m a p ro n o m in a l de l e sp a ñ o l am e ri ­ ca n o y la p é rd id a se d a ta ju s to e n e l siglo XVIII. E n estos tex tos se ob serv a todavía la m ezcla d e am b o s y d e sus te rm in a c io n e s verbales, lo cua l p u e d e c o r re s p o n d e r a dos usos, n o c o n tra d ic to r io s e n t r e sí: p o r u n lado , el uso d e vosotros p o d r ía es ta r m o tivado p o r e l valo r rev eren c ia l y p o r el co n te x to d e en u n c ia c ió n re tó r ica en el q u e se en m a rc a . Tal valor, q u e n o e ra reflejo d e l hab la , se siguió u san d o e n la e sc r i tu ra d e d o c u m e n to s a m e rican o s p o r lo m e n o s hasta el siglo XX (cf. S án ch e z M én d ez 2003). J u n to al p ro n o m b re , se o b serv an ta m b ién las d es in en c ia s , las cuales, p o r c ie rto , a p a re c e n co n te rm in ac io n es arcaicas, re d u c id a s o vulgares (fu istes, distis, d ixistis). Pero , d a d o q u e estos d o c u m e n to s son d iec io ch esco s , y ya q u e los d iálogos, a u n ­ q u e son em u lac io n es , p ro v ien e n d e la m a n o d e u n t ra d u c to r sem iculto , n o es descab e llad o p en sa r q u e las a l te rn a n c ia s e n t r e los p ro n o m b re s p u e d a n ser reflejo d e la p u g n a q u e se e s tab a l ib ra n d o en el s is tem a lingü ís tico e n la época . Así vem os q u e , a u n q u e el c o n te x to s igue s ien d o reverencia l, eso n o im p id e q u e ap a rezca tam b ién la fo r m a d e te rc e ra p e rso n a , ustedes-, ‘b e n g a n aca yjos m ios ” y a n d e n u s ted es b a x a n d o Es p osib le q u e los q u e re d ac ta ­ ro n estos d o c u m e n to s m ezc lasen sin q u e r e r los p a rad ig m as p ro n o m in a le s d e seg u n d a p e rso n a , com o gesto d e q u ie n ya n o d o m in a b a las d ife ren c ia s e n tre las dos fo rm as (P u e n te 2020). P o r o tro lado , igual q u e con el d e C ha- p u ltep ec , el e sc rib an o d e Sta. M a r ta re fle ja u n a sin taxis co n a b u n d a n te s co o rd in a d as y u n a su b o rd in a c ió n sencilla; la c o n ju n c ió n y es la p re d o m i­ n a n te , j u n to c o n el que relativo; y to d o ello p a re c e a b u n d a r en los d iscursos m ás p ró x im o s a lo o ra l y co lo q u ia l (C a n o 1998). Las perífras is d e g e ru n d io son d e nuevo las p ro tag o n is tas e n es te d iscu rso de l d esp lazam ien to . A p a re ­ cen dos p rés tam o s de l n á h u a tl , sacate ( zacate ‘h ie rb a ’) e ytacate ( ‘provisión d e c o m id a ’) p le n a m e n te a su m id o s e n el id io m a , p o r lo q u e n o re q u ie re n trad u c c ió n p o r p a r te del t rad u c to r , c o m o sí o c u r re e n o tro s títulos. 20 Las cursivas son m ías para m a rc a r el estilo d irec to . 4.1. Oralidad en la carta testamento: E l títu lo de San B arto lom é C a pu lhuac El t ítu lo d e San B arto lo m é C a p u lh u a c n o es u n t í tu lo d e t ie rra s al uso, y e n esto se d is tan c ia de l resto de l co rp u s , s ino q u e se t ra ta d e u n te s ta m e n to (su i generis) in d íg en a . M uchos d e estos te s tam en to s d e ind ios se u sa b a n en p le itos d e t ie rras co m o d o c u m e n to s d e p ru e b a p a ra la leg itim ac ió n d e las p o sesiones (al igual q u e o c u r re co n los T ítu lo s) , d e a h í q u e g ra n p a r te d e los te s tam en to s in d íg en as reco p ilad o s se h ayan e n c o n tr a d o en el ra m o d e T ie rra s de l AGN (Rojas R ab iela et al. 1999: 17). N o se co n o c e m u c h o sob re las fó rm u la s e m p le a d a s en el m u n d o pre- h isp án ico n a h u a p a ra d e ja r co n s tan c ia d e la m u e r te y la h e r e n c ia d e los b ienes. Sabem os, e n cam bio , q u e el te s tam en to , co m o tip o tex tua l d e p ro ­ ce d e n c ia e sp a ñ o la y o cc id en ta l, se im p u so p ro n to e n e l m u n d o in d íg e n a , y se ajustó a las reglas y fo rm a lizac iones p ro to co la r ia s q u e d ic tab a el d e re c h o caste llano (los p r im ero s tes tam en to s in d íg en as re g is trad o s e n M éxico son d e 1531). D e esta fo rm a , el m o d e lo d e te s ta m e n to in d íg e n a s igue, e n lo esencial, las fó rm u la s castellanas. El te s ta m e n to d e C a p u lh u a c n o es u n te s tam en to al uso, co m o se h a d ich o , y esa es la ra zó n p o r la q u e se le p u e ­ d e c o n s id e ra r co m o p a r te del co rp u s d e los T ítu los Prim ordiales. Y n o es u n te s tam en to n o rm a tiv o p o rq u e e n él n o se d ec la ra u n a lista d e b ie n e s d e p ro p ie d a d d e l testador, sino q u e los te s tad o res (el te s ta m e n to c o r re s p o n ­ d e r ía al f u n d a d o r de l p u eb lo , d o n B arto lo m é M iguel, y a c o n t in u a c ió n se e n c u e n t ra tam b ié n el te s tam en to d e su h ijo , d o n A gustín M iguel) a c tú an co m o re p re se n ta n te s de l p u eb lo , y los b ien e s (las ü e r ra s ) van a h e re d a r s e p o r el p u e b lo e n te ro ( ibídem. 60). Esta es la m o tivac ión p rin c ip a l p a r a q u e e n la n a r ra c ió n d e los tes tad o res se cu e n te , n o la h is to r ia p e rso n a l d e los m ism os, s ino la h is to ria q u e re la c io n a a los p ro tag o n is ta s co n el d e v e n ir del m u n ic ip io . En el t í tu lo se p u e d e n a p re c ia r c ie rtas p a r te s p ro to co la r ia s c o n fo rm e a las reg las y esq u em as d e e lab o rac ió n d e te s ta m e n to s q u e c irc u lab a n en la é p o c a co lo n ia l (el m o d e lo d e e sq u e m a d e Fray A lonso d e M olina , p o r e jem p lo , p u b licad o en su Confesionario mayor, en lengua m exicana y castella­ na , en 1565), co m o la invocación inicial d e l te s ta m e n to “B en d ig o y a lab o p r im e ro Dios q u e esta en el c ielo y en la t ie r r a y en to d o lu g ar lo b e n d ig o . Yo B ar th o lo m e M iguel le h e d e se rb ir a D ios [ . . . ] ” (P u e n te 2017: 199); n o o b s tan te , el c u e rp o d e l d o c u m e n to , tras la in titu lac ió n , se d e t ie n e e n la his­ to ria de l p ro tag o n is ta , q u e es la h is to ria m ism a d e la fu n d a c ió n d e l p u eb lo : “E m piezo a e sc reb ir co m o b in e a fu n d a r e n esta t ie r ra n u e b a p a r a q u e se sep a c o m o se a sen to p r im e ro Dios d esp u e s yo B a r th o lo m e M iguel e n este p u e b lo q u e se n o m b ra San Luiz: n u e b a m e n te q u e n o h a i lu g a r b u e n o toda- b ia m o n to so y b re ñ o so co n saco to n a les q u e n o ai m ilpas q u a n d o b in e a bi- b ir yo B a rth o lo m e M iguel y co n u n a c e rq u i ta d e p ied ra s fo rm e m is casitas [ . . . ] ” ( ibídem : 199). E n esta p a r te , el estilo se d is tan c ia m u c h o d e las p a r te s p ro to co la r ia s y n o es d e e x tra ñ a r e n c o n tr a r en este d o c u m e n to ev idencias d e o ra lid ad , al tra ta rse d e u n a re p ro d u c c ió n del d iscu rso em it id o p o r el testador, en su lec h o d e m u e r te . N av arro G ala (2012: 128-129) no s d ice q u e la c a r ta te s tam en to es tab a c o n c e b id a d e sd e la o ra lid ad y p a ra la o ra lid ad , ya q u e e ra d ic tad a p o r el te s ta d o r y su fin e ra ser le íd a e n voz alta. Las p a r ­ tes m ás am plias d e estos d o c u m e n to s , narra tio y petitio, se a r ticu lan sob re los ac tos d e h a b la d irectivos (m a n d o q u e ) y dec lara tivos (d ec la ro q u e ) . El t ra d u c to r se a tien e f ie lm en te a la ve rs ió n o rig in a l n a h u a , ta n to q u e , co m o ya observ am o s e n o tro s d o c u m e n to s , n o se p re o c u p a (o m ás b ien , n o tien e co m p e te n c ia su fic ien te p a ra h a c e r lo ) d e q u e el e sp añ o l su en e “c o r re c to ” co n fo rm e a las co n v en c io n es e sc ritu ra ria s . D eja in tac tos ta m b ié n los dis­ cu rsos d irec tos (en cursiva, e n la cita) q u e van a p ro n u n c ia r los p erso n a je s d e la h is to ria y o tro s s e c u n d a r io s (d e n u ev o vem os la p o lifo n ía d e voces) así co m o la d ec la rac ió n d e los testigos. O b se rv e m o s este frag m en to : El mui estimado, señor Don Luiz de Velasco Alttamirano cavallero del havitto de San­ tiago que bino a governar que lia bolbio del Perú que tres vezes ha governado en este año de mil seicientos y ocho que ya iba aber tomulto y dijo hijos, no puedo quitarles ya esta señalada que es vuestra esta tierra no les dee cuidado que hazi los defendere y hassi me alludaf n] a rasca[r] la sanga y luego dijo quisa buestras bestias bendran a comer que todos, somos unos y por esto le dejamos tantita tierra, que trajo la fee, dicho señor, y por esto hassi se señalaba el como fui digno de tierra de merced y por esto nunca ningún español puede quitar aunque sea una gicara de mais o medio almud sembrar de mais nunca ha de poder querer introducirse y nunca alguno pueda bender tierra aunque sea mientras fuere mundo porque les costto mucho trabajo a los santtos a quien yo llamaba entre mi haora ya se declaro ser digno yo de tierras de merced el numero f¿] y nuebamente que es mui verdad me pregunto el señor don Fernán Corttes Márquez del Valle y también los nuebamente virreyes Don Antonio de Mendoza Márquez de Monte Texar quando hizo su entrada en el año de mil quinientos treinta y quattro, que es mui verdad que soy digno de tierras de Merced uno por uno les preguntaron a los testtigos que si eran tierras de Don Bartholome Miguel respondieron conjuram ento que ssi es mui verdad que es si Don Bartholome Miguel que ssi [cruz] Don Bartholome que ssi [cruz] [...] Esta es la verdad con que respondieron mis yndios todos que pusieron la cruz nuevamente mui primero como empezó como fui digno de tierras de merced. Y por esto nos mandaron que ya dimos la firme verdad, dijeron haora has de ser governadorjuez porque has de tributar primero a Nuestro Dios y Señor y después. A vuestro Rey que esta en Castilla, que por esto nunca ninguno los puede descomponer las tierras porque le han de cerbir a nuestro rey en todo tiempo mientras el mundofiiere mundo [...] (Puente 2017: 200). E n co n tram o s aqu í, d e n u ev o , rasgos d e o ra lid a d universales, típ icos d e to d a ex p res ió n oral, co m o p u e d e se r la n a r ra c ió n d e sucesos d e s o rd e n a d a y el olvido d e fechas, n o m b re s y a c o n te c im ie n to s h is tó ricos (si estos e r ro re s ya es taban en la vers ión n a h u a , e l t ra d u c to r , e n to d o caso, n o los e n m ie n ­ d a ) . El añ o en el q u e p a re c e e s ta r re a lizán d o se la n a r ra c ió n es el 1608. Se d ice q u e en ese a ñ o se e n c u e n t r a g o b e r n a n d o el virrey d o n Luis d e Velas­ co, q u e h a vuelto de l P e rú y q u e e s tá e n la N ueva E sp añ a p o r te rc e ra vez. Sin d u d a , se está re f ir ie n d o al v irrey Luis d e Velasco y Castilla, el joven , oc ­ tavo y déc im o virrey d e la N u ev a E sp a ñ a (q u e g o b e rn ó do s veces, y n o tres, co m o afirm a el te s ta d o r ) . Se c o n fu n d e a d e m á s el ap e llid o del virrey, q u e n o es A ltam irano , co m o se a f irm a , s ino Castilla. Se re p ro d u c e n e n el re la to las p a lab ras s u p u e s ta m e n te ver íd icas de l virrey, q u e se d ir ig e d ire c ta m e n te a los n a tu ra les del p u e b lo y los re a f i rm a e n la poses ió n d e las tierras. L lam a la a te n c ió n c o n q u é viveza se re fle jan estas supu estas citas, h a c ie n d o uso el n a r r a d o r del d im in u tiv o aprecia tivo ( “ta n ti ta t i e r r a ”). P e ro ta m b ié n ap a ­ re c e n h a b la n d o co n el p ro tag o n is ta , e l p ro p io M arq u és de l Valle (C ortés) y el virrey A n to n io d e M endoza , m a rq u é s d e M o n d é ja r (o “M o n te T e x a r”, c o m o se le n o m b ra e n el te x to ) . Se d ice q u e ellos p re g u n ta n a los n a tu ra le s si estas tie rras p e r te n e c e n a d o n B arto lo m é M iguel y los ind ios r e s p o n d e n q u e sí (esta vez, u sa el n a r r a d o r el d iscu rso in d ire c to ) , razó n p o r la cual, n u e s tro p ro ta g o n is ta es n o m b ra d o ju e z g o b e r n a d o r del p u eb lo . E sta ca r ta te s ta m e n to o frece m ás e jem p lo s d e o ra lid a d e n la p ro p ia o r ­ g an izac ió n de l d iscurso . Se o b serv an e n las p r im e ra s líneas la su cesión del que re lativo, y vem os ta m b ié n u n que s in la p rep o s ic ió n q u e d e b e r ía p re c e ­ d e r lo ( “tres vezes h a g o v e rn a d o e n este a ñ o d e m il se ic ien tos y o c h o [en] que ya iba a b e r to m u lto ”) y este f e n ó m e n o se re la c io n a co n la o ra lid a d e in m ed ia tez d e la e n u n c ia c ió n e s p o n tá n e a 110 p lan ificad a (D PD ) . A p a rec en m u c h o s que in n ecesa r io s an te s las in te r ro g a c io n e s y re sp u es tas in d irec ta s ( “les p re g u n ta ro n a los testtigos que si e r a n t ie rras d e D o n B a r th o lo m e M iguel R e sp o n d ie ro n c o n ju r a m e n to que ssi es m u i v e rd ad que e s si”). Se re ­ p i te n fó rm u la s an a fó ricas q u e re m ite n a la in fo rm a c ió n an te rio r, co m o “y p o r e so ”, p e ro este rasgo qu izá se ex p lica ta m b ién p o r el estilo n o ta r ia l. El que q u e va c o m p le n ta n d o el d iscurso y q u e se rep ite , o rd e n a , c o m o a f irm a C an o (1998:227), y tra tá n d o se d e u n a re p ro d u c c ió n c o n t in u a d e l e n u n - c iador-testador, “las p a r te s del tex to e n re lac ió n c o n ese dixo p e r m a n e n te ­ m e n te subyacen te , y, p o r tan to , a c tú a n o co m o c o n e c to r s ino co m o ‘señal d em a rca tiv a ’ de l tip o d e d iscurso , re p ro d u c id o , q u e son estos tex to s”. Estos fe n ó m e n o s su e len ser m u es tra s típ icas d e d iscu rso p o co p lan ificad o y p o r ta n to m ás in m e d ia to a la fo rm a d e p ro c e d e r d e la o ra lid ad . El análisis o r­ tog ráfico (seseo p e r m a n e n te , co n fu s io n es gráficas, co m o hazi, haora) nos p u e d e acercar, adem ás, a v a ried ad es d iastrá ticas p o co cultas. 5. Los ESCRIBANOS “SEMICULTOS”: RASGOS DE LO HABLADO EN LO ESCRITO Las trad u c c io n es d e los T ítu los Prim ordiales están realizadas, co m o se vie­ n e so s ten ien d o , p o r e s c r ib a n o s / in té rp re te s q u e n o d o m in a b a n el e sp añ o l, q u izá p o r su co n d ic ió n d e p erso n as b ilingües. Son sem icultos, esc rib an o s c o n déficits exp líc ito s e n la p ro sa e sp a ñ o la “n o rm a tiv a ”, “e je m p la r” o “cul­ t a ” d e la ép o ca . P e ro los títu los aq u í an a lizados n o se ca ta lo g an c o m o d e a u to r sem icu lto p o rq u e haya d iscursos huehuetlahtolli e n los d o c u m e n to s (algo q u e n o es re sp o n sa b ilid a d d e los t ra d u c to re s m ás q u e d e los au to re s d e l tex to n a h u a o r ig in a l ) , o p o rq u e ap a rez c an m u estra s d e o ra lid a d em u la ­ d a a través d e los pasajes descrip tivos, o d e los d iálogos; s ino p o rq u e d e b id o a su escasa c o m p e te n c ia esc r itu ra r ia n o so n capaces d e o r d e n a r el re la to e n la versión trad u c id a , d e sc u id a n la sintaxis, o p ta n p o r las t ra d u c c io n es lite ra les y c o m e te n e r ro re s o rtográ ficos . A dem ás, este a u to r sem icu lto n o s m u e s tra ev idencias d e fe n ó m e n o s d e o ra lid a d universa les y d e e le m e n to s dialectales. A lgunos c o m p o r ta m ie n to s un iversa les típ icos del p ro c e d e r o ra l son , co m o se h a visto a n te r io rm e n te , la co n fu s ió n o el cam b io r e p e n t in o e n t r e sujeto e n u n c ia d o r y p erso n a jes , los saltos e n los t iem p o s verbales, las re p e tic io n es e n la esc ritu ra , los lapsus ca la m i...\ en definitiva, to d o s a q u e ­ llos e r ro re s d e q u ien tal vez e sc r ib ió rá p id o , m ov ido p o r las c ircu n stan c ias (d e haber, p o r e jem p lo , t ra d u c id o a p a r t ir d e la le c tu ra d e u n in té rp r e te ) , p e ro tam b ién d e q u ie n esc ribe sin d o m in a r los estilos d e p ro sa a los q u e se e n f re n ta . E n cu a n to a los fe n ó m e n o s d ialec ta les, r e c u e rd a S án ch ez M én d ez (2012a), s ig u ien d o la o p in ió n d e O e s te r re ic h e r (1996), q u e lo re a lm e n ­ te in te re san te p a ra el h is to r ia d o r d e la le n g u a n o es d e sc u b r ir los rasgos universales d e o ra lid a d q u e p u e d e n e n c o n tra rs e e n los textos, s ino m ás b ien a te n d e r a aque llo s q u e p u e d a n d a r c u e n ta (reco rd em o s , se rán solo evidencias, n u n c a certezas, p u e s es tam o s a n te d o c u m e n to s h istóricos) d e có m o se h ab la b a e n u n lugar, e n u n m o m e n to co n c re to , p o r u n a p a r te d e la soc iedad específica; es decir, a te n d e r a la variación . Y, e n este sen tid o , ta m b ié n co m o se h a a d u c id o al an a liza r los Títulos, hay e le m e n to s en los d o c u m e n to s q u e nos p o d r ía n a c e rc a r a v a r ied ad es su b es tán d a re s d e l espa ­ ñ o l y a v ariedades geo lec ta les d iec io ch escas am erican a s y m exicanas. 5.1. U sos gráficos e inferencias fonético-fonológicas y sociolectales T odos los títu los q u e se h a n an a liz ad o h as ta a h o ra d a n m u es tra , e n el p la n o co n so n án tico , d e se r o b ra d e esc rib an o s q u e , co n m u c h a seg u rid ad , h a b la b a n el e sp añ o l de l valle c e n tra l m ex ica n o co n rasgos d e co n ta c to del n áh u a tl. El e s tu d io del c o m p o r ta m ie n to d e las grafías e n los d o c u m e n to s p u e d e servir p a ra a p ro x im a rn o s a fe n ó m e n o s foné tico -fono lóg icos, si b ien es c ie r to q u e esto d e b e se r to m a d o co n p re cau c ió n . En los T ítu los Prim or­ diales n o observam os u n a s is tem atizac ión d e los usos gráficos. A lgunos d e los tex tos fu e ro n escritos an te s d e la p u b licac ió n d e la p r im e ra O rtografía española (1741) y, a u n e n los q u e se e sc r ib ie ro n co n p o s te r io r id a d , cabe es­ p e ra r q u e las n o rm a s n o fu e ra n in c o rp o ra d a s salvo co n el t r a n s c u rr i r d e las décadas. Esto se tra d u c e e n u n o s usos an á rq u ico s d e c ie rtas grafías, p e ro tam b ién , co m o o c u r re co n o tro s d o c u m e n to s am erican o s , en tra ta m ie n to s trad ic io n a les d e grafías cultas, o lo q u e los au to re s p e n sa b a n q u e p o d ía n ser usos cultos (S ánchez M én d ez 2012b: 144). La exp licac ió n p a ra estos usos gráficos h e te ro g é n e o s se d e b e a q u e el c o n o c im ie n to d e la im p la n ta ­ c ión d e la n o rm a o rto g rá f ica e ra escaso p a ra el caso d e estos t ra d u c to re s y esc ribanos sem icultos, d e m o d o q u e estos h o m b re s e ra n m ás proclives a acercarse a la re a lid ad o ra l d e la q u e p a r tía n (R ivarola 2001: 115). V olviendo a los tra d u c to re s d e los d o c u m e n to s , tod o s p ro b a b le m e n te seseaban , co m o p arece sugerirse p o r la co n fu s ió n d e grafías, ya q u e la so­ c ied ad m ex ica n a d iec io ch esca (c o m o la an d a lu za , c a n a ria e h isp a n o a m e ­ r ic a n a en g en e ra l) e ra m ay o r i ta r ia m e n te sesean te , ta n to h a b la n te s cu ltos co m o d e niveles socio cu ltu ra les bajos (F rago G rac ia 2010: 179). P o r e jem ­ plo , el a u to r d e C a p u lh u a c esc ribe neseátaba, cembrar, entonses; e n C h ap u l- tepec , leem o s enpiesan, tuerse, bautisa] e n Ajusco, lus, gosar; o en Sta. M arta , serró, m udarze. Ig u a lm e n te , n u e s tro s e sc r ib an o s ta m b ié n e ra n yeístas, se­ g ú n se p u e d e in fe r ir d e las a l te rn an c ia s g ráficas d e 11 e y. A h o ra b ien , d e a lg u n o s usos g ráficos sería p osib le c o n je tu ra r u n t ip o d e p ro n u n c ia c ió n ap ro x im a n te , lo cua l es ta r ía e n co n so n a n c ia c o n lo q u e h a n co n s ta ta d o los es tu d io s d e p ro n u n c ia c ió n de l e sp a ñ o l e n el valle c e n tra l m ex ican o . Rost B ag u d an c h (2014) y P e ñ a A rce (2015) d ic e n q u e , en la zo n a c e n tra l m ex i­ cana, estas rea lizac iones ap ro x im a n te s n o so n n a d a d esd eñ ab les . M o re n o F e rn á n d e z (2004: 973-1004) ya h a b ía re fe r id o cu a tro fases en el d e sa rro llo del yeísm o, s i tu an d o el e sp añ o l d e M éxico e n la fase tres, co n rea lizac io n es d istin tas, b ie n tensa, b ie n re la jad a , te n d e n te a sem ic o n so n a n te [j] o p le ­ n a m e n te vocálica [i]. Así, o b serv am o s q u e e s to es c o n t in u o en el t í tu lo d e C a p u lh u a c io, haiam os\ y q u e a p a re c e e n m e n o r m e d id a e n los d o c u m e n to s d e Sta. M arta , llu n a (y u n a ) y e n Los Reyes, poesieron. T a m b ién o b se rv am o s c la ra m e n te u n a p ro n u n c ia c ió n a sp irad a e n casos d e grafías g, j , o x d o n d e d e b e r ía ir u n a h p ro c e d e n te d e [F-] la tina . H ay m u c h o s e jem p lo s co n el verbo huir, co m o en Los Reyes, güilo, ju ig a ; o e n S ta M arta , d o n d e vem os xollas (hoya < FOVEA). S obre tal asp irac ió n , no s in fo rm a n Frago G rac ia y F ran co F ig u e ro a (2003: 19) q u e e ra típ ica d e l m e d io d ía p e n in su la r y q u e h a b ía p asad o d e fo rm a ir re g u la r a A m érica . Ya en el siglo XVIII se co n s id e ­ ra b a vulgar, típ ica d e zonas ru ra le s . T o d o s esto s rasgos so n típ icos (a u n q u e n o exclusivos) de l esp añ o l m ex ican o , y ad em ás , d e l ú lt im o e je m p lo se in ­ fiere in fo rm a c ió n sociolectal. El tí tu lo d e Sta. M arta es el ú n ico d e e s ta se lecc ión (a u n q u e n o del Corpus g en e ra l) q u e d a m u estra s d e u n tipo d e p ro n u n c ia c ió n d e in f lu e n ­ cia m erid io n a l, e sp e c íf icam en te p o r e n c o n tra r s e b as tan te s casos d e posib le p é rd id a d e co n so n a n te s finales, co m o / - d / , / - n / , / - s / y / - r / . D e / - d / : cris- tianda , bolunta, conform ida, enfermeda; d e p é rd id a d e / - n / : diero, estuviero, bol- viero, ysiero, coste ( conste). H ay solo dos casos d e p é r d id a d e / - s / , a ta (h a s ta ) , y en “a b o so tro s lo q u e fu e re is” y u n o d e / - r / : seño. N o p o d e m o s d escarta r , n o o b s tan te , q u e a lg u n as d e estas p é rd id a s n o sean m ás q u e sim ples olvidos d e q u ie n escribe, p e ro el h e c h o d e q u e h ay a tan to s e jem p lo s n o s invita a p e n sa r e n esta posib ilidad . P o r o tro lado, los títu los d e Los Reyes y el ya c itad o d e Sta. M ar ta so n in ­ te re san te s p a ra e s tu d ia r el e s tad o d e ev o lu c ió n en la p ro n u n c ia c ió n d e los g ru p o s cultos. S ien d o los m ás in cu lto s de l c o rp u s , se o b se rv an e jem p lo s d e rea lizac iones alo fón icas in te rm ed ia s , co m o e n lusga, egselensia, apsorto (Sta. M arta) y traduzgo (Los Reyes), e n u n m o m e n to h is tó rico d e c o n t ie n d a e n ­ tre la p ro n u n c ia c ió n o la sim plificación e n la p ro n u n c ia c ió n d e estos g ru ­ pos. N os d ice L apesa, a este re sp ec to , q u e “to d o el p e r io d o á u re o es é p o c a d e lu c h a e n tre el re sp e to a la fo rm a la tin a d e los cu ltism os y la p ro p e n s ió n a ad a p ta r lo s a los h áb ito s d e la p ro n u n c ia c ió n ro m a n c e [...] n i s iq u ie ra a finales d e l siglo XVII existía c r ite r io fijo; el g u s to de l h a b la n te y la m ay o r o m e n o r f recu en c ia del u so e ra n los fac to res decisivos” (1985: 391). E n los T ítu los hay u n a g ra n v a r ie d ad e n c u a n to al m a n te n im ie n to o n o d e los g ru ­ pos, y son los m ás in cu lto s los q u e t ie n d e n a la sim plificación (p o r e jem p lo , e n C h ap u ltep ec , ajudicam os) o a e lecc ió n d e grafías q u e revelan u n ensayo e n la p ro n u n c ia c ió n , c o m o las d e Los Reyes. N o o b s tan te , in c lu so e n tre estos, la ausencia d e estos g ru p o s n o es u n fe n ó m e n o g en e ra l , h e c h o este seg u ram en te re fo rz ad o p o r el p ro p io s is tem a in te rn o d e l e sp a ñ o l m exica ­ n o de l a ltip lano cen tra l , d e fu e r te c o n so n a n tism o 21. E n el p lan o vocálico, e n c o n tra m o s in es tab ilid ad n o solo e n t r e las vo­ cales átonas, d o n d e s ie m p re fu e co m ú n , ta n to en la v a r ie d ad m ex ican a c o m o en la e u ro p e a , s ino ta m b ié n e n tre las tón icas22. E sta vac ilación b ien p u d ie ra ser p ru e b a de l escaso c o n tro l d e l e sp a ñ o l n o rm a tiv o y d e esc r itu ra d e ra íz oral, d e sc a r ta n d o qu izá aq u e llo s casos d o n d e se p ro d u c e n d o b le tes e n tre las fo rm as arcaicas y las in n o v ad o ra s ( mesmo, escrebir, resebir, e tc .) q u e p u e d e n estar a h í p o r la in f lu e n c ia de l estilo d e p ro sa n o ta r ia l q u e los p ro ­ d u c to re s de los títu los q u e r ía n im itar. El f e n ó m e n o m ás c o m ú n es, c o n m u ­ cho , la a b e r tu ra d e la vocal c e r ra d a a la m e d ia ( / i / > [ e ] ), ya sea e n tón icas —benemos, senco— co m o e n á to n a s —besetador, senquenta, debidan, resevimiento, dexeron, tendero o m etad-. M ás in u su a l es el co n tra r io , el c ie rre vocálico, p e ro tam b ién se e n c u e n tra a lg ú n e je m p lo , ta m b ié n con la vocal tón ica , co m o midió. Ig u a lm en te , en la tón ica , se o b se rv an varios casos d e c ie rre d e / o / > [ u ] , co m o en buy y m untes. Los d o c u m e n to s d o n d e se re g is tra n m ás estos e jem p lo s son Sta. M arta y C h a p u lte p e c . F in a lm en te , p o d e m o s e n c o n t r a r fe n ó m e n o s q u e n o s a p o r ta n sobre to d o in fo rm a c ió n del soc io lec to d e los esc ribanos. A este re sp ec to , hay en estos d o c u m e n to s e jem p lo s d e as im ilac iones, epén tes is y fo rm as vulgares, p ro p ias de todas las h ab la s in cu lta s de l e sp añ o l. L eem o s c o n t in u a m e n te abuelos, agüelos, guebos, en A jusco, Sta. M arta o Los Reyes; ta m b ié n arcoiles e n C ap u lh u ac o pasensia e n Sta. M arta . Se o b se rv a m etá tesis en el c o m ú n y p o p u la r paderones en C h a p u l te p e c y Sta. M ar ta y ep én tes is e n aigre d e Sta. M arta . Ig u a lm en te , la a n a rq u ía e n el uso o au sen c ia d e c ie rtas grafías ( h, b /v -u ) , en m u ch o s casos sin n in g ú n c r ite r io e tim o ló g ico , es m u e s tra d e la escasa fo rm ac ió n d e los e sc rib an o s . Esta es u n a te n d e n c ia q u e se d a e n to­ d o s los d o c u m e n to s se lecc io n ad o s . C o m o a lg u n o s casos ya se v ie ro n e n los ep íg ra fes an te rio res , q u e d e a m o d o d e e jem p lo : haciento, hiremos (A jusco ); haora, hassi, hera, haviso (C a p u lh u a c ) ; bine, hai, (C h ap u ltep e c ); abiso, hestos (Los Reyes); oi, hes (Sta. M arta ) . 21 Nos dice Matluck que “la vocalización o caída de las oclusivas finales de sílaba en los llamados ‘grupos cultos’ es un fenómeno frecuente en el Valle, sobre todo en las clases incultas, pero aun entre ellas, no es general. Al contrario, la altiplanicie mexicana, zona de consonantismo fuerte, es uno de los lugares donde mejor se conservan estas oclusivas implosivas” (1951: 8). 22 El cambio de timbre en las vocales átonas no es inusual en el estándar fonético del español, y todavía se registra en el español actual y en el habla popular mexicana (Company Company 1993: 560). Así lo especificaba también Lope Blanch: “la inestabilidad del timbre de las vocales átonas era fenómeno todavía común en la lengua que los conquistadores y primeros colonizadores españoles trajeron a México” (1989: 185). O tro s e jem p lo s d e in es tab ilid ad fo n é tic a se re g is tra ro n co n m ay o r fre ­ cu e n c ia e n las fo rm as p re d o m in a n te m e n te p re té r i ta s d e los verbos morir, escribir, traer, andar, venir, decir, dividir, recibir, dejar, volver, ver, haber, etc . P o r el c o n te n id o d e los d o cu m e n to s , q u e tra ta n so b re la fu n d a c ió n y re p a r t ic ió n d e los te r re n o s , estos son los q u e m ás ap a rec en , a veces en sus fo rm a s ar­ caicas y vulgares. P o r e jem p lo , e n A jusco e n c o n tra m o s m ueram os y m urim os; e n C ap u lh u ac , trujim os, bidé, andobimosr, en C h a p u lte p e c , benemos y ayga\ en los Reyes, digieron, trugieron, debidieron, m inciona; e n S an ta M arta , devidan , dexeron, fu istes, bendisio. E n C ap u lh u ac , traiba. El p o lim o rf ism o verbal q u e se ap rec ia e n los T ítu los es n o rm a l p o r tra ta rse d e d o c u m e n to s d e l siglo XVIII. N os d ice S ánchez M én d ez (2003: 326) q u e en es ta é p o c a todav ía se e n c o n tra b a n e n p u g n a las so luc iones arcaicas d e las fo rm as verba les y las q u e h a b r ía n d e tr iu n fa r f in a lm en te , si b ien siguen a p a re c ie n d o h o y e n d ía en v aried ad es su b es tán d a re s d e E sp añ a y A m érica. E n c o n tra m o s tam b ién e n los d o c u m e n to s m ayor p re sen c ia d e fo rm as p o p u la re s y arcaicas d e adverbios. La fo rm a onde a p a re c e e n to d o s los tex ­ tos y se c o m b in a co n donde. O c u r re igual c o n ansi, a n s in a /a s í y su v a r ian ­ te co m p u e s ta ansi m ism o/m esm o, so luc iones todas ellas vu lgares hoy e n d ía (D C E C H : 376-7) y a rca izan tes d e sd e el XVIII. A p a rece e n Sta. M arta el adver­ b io agora e n su fo rm a an tig u a co n la g ra fía g, q u e sigue s ien d o c o m ú n en el h a b la rú s tica y d ia lec ta l (S ánchez Lancis 1990: 252). Ig u a lm e n te , se o b ­ servan casos d e d o b le te s e n tre m uncho /m ucho (p o r e jem p lo , e n Los Reyes) q u e sigue s ien d o b a s tan te c o m ú n e n c o n tra r lo hoy e n el h a b la co lo q u ia l m ex ica n a (P ato , 2013). F in a lm en te , co m o ya se c o m e n tó a n te r io rm e n te , ap a rec e a s id u a m e n te el nom ás típ ico a m e ric a n o y m ex ican o . S o b re los ad ­ verb ios te rm in a d o s en -mente, a b u n d a el t í tu lo d e A jusco e n el e m p le o de l adverb io dem asiadam ente co n valor d e “m u y ” “m u c h o ”, q u e ya a p a re c e en d o c u m e n to s e sp añ o les ren acen tis ta s y áu reo s (Kany 1969: 349). T a m b ién arcaico es el adve rb io nuevam ente, q u e ap a rec e m ú ltip le s veces en el t í tu lo d e C a p u lh u ac , co n el sen tid o d e “r e c ie n te m e n te ”: “n u e v a m e n te se fu n d ó e n M éxico”. 5.2. Fenóm enos de contacto lingüístico y presencia del traductor Si a te n d e m o s al p la n o m o rfo ló g ico de la le n g u a d e estos d o c u m e n to s , n o d eb e e x tra ñ a rn o s el h e c h o d e q u e en los T ítu los Prim ordiales a b u n d e la ad je tivación . H ay m u c h o s superla tivos -v e m o s en C a p u lh u a c q u e el n a ­ r r a d o r d ice d e u n p e rso n a je q u e este e ra “grandissim o p e r r o ”—, y a p a re c e n f r e c u e n te m e n te an tep u es to s , com o ya vim os e n los e jem p lo s d e A ju sco ) . E n c o n tra m o s tam b ién o tro s p rocesos g ram atica les , c o m o la sufijac ión. D e esta fo rm a , se va g e n e ra n d o u n tipo d e e sc r itu ra c e rc a n o a la subje tivación d e l d iscu rso y al un iverso d e la o ra lid ad . El sufijo q u e m ás a b u n d a es el d im inu tivo , y lo h ace co n pa lab ras re fe r id as a la t ie rra , co m o casita, pedre- galito, serrito, montesiyo, etc ., p e ro tam b ién co m o re cu rso apelativo ca r iñ o so (vem os en Sta. M arta hombresitos, m uxersitas, m ijitos) y a adverb ios, típ ico del e sp a ñ o l am erican o , co m o tantito . El h e c h o d e q u e los d im in u tiv o s a b u n d e n n o s u e n a e x tra ñ o e n tex tos narra tivos, desc rip tivos y e n u n c ia d o s en p r im e r a p e rso n a , p u es el n a r ra ­ d o r n o esca tim a e n v a lo rac io n es p ro p ia s c u a n d o c u e n ta su h is to ria . A d e ­ m ás, el e sp a ñ o l am e ric a n o , c o m o el e u ro p e o , es p ro p e n s o al u so y ab u so d e la sufijac ión e n el h ab la , d e m o d o q u e cab e e sp e ra r lo s si n o s acercam o s a tex tos co n m arcas d e lo h a b la d o e n lo escrito . P ero , cab e a ñ a d ir q u e , tra tá n d o se d e d o c u m e n to s t ra d u c id o s , p o d e m o s c o n s id e ra r u n a exp lica ­ c ió n c o m p le m e n ta r ia al e m p le o d e los d im in u tiv o s , b a sa d a e n el co n ta c to lingü ís tico y las tran sfe re n c ia s e n t r e los d o c u m e n to s . Esto p e rm ite avivar u n a vieja p o lé m ic a so b re si la p ro fu s ió n y el gu s to p o r los d im in u tiv o s e n el e sp a ñ o l d e A m érica p u e d e se r p ro d u c to d e l c o n ta c to lingü ís tico . En este sen tid o , vale la p e n a d e te n e r n o s e n la c o m p a ra c ió n d e l t í tu lo d e C apul- h u a c co n su h o m ó n im o e n n á h u a t l . D ávila G arib i (1959: 93) a p u n tó q u e p a r a los casos d e c o n ta c to e n t r e e sp a ñ o l-n á h u a tl sí es p o s ib le d o c u m e n ta r la in f lu en c ia d e la le n g u a in d íg e n a e n el m ay o r e m p le o d e d im in u tiv o s e n el e sp a ñ o l d e M éxico23. E x p lica el in v es tig ad o r q u e , ya q u e en n á h u a tl ex is ten sufijos q u e n o t ie n e n tra d u c c ió n lite ra l al e sp a ñ o l - p o r e jem p lo , el afectivo, el re fe ren c ia l , el re v e ren c ia l , el re sp e tu o so afectivo, e tc .- , estos p o d r ía n trad u c irse c o m o d im in u tiv o s . Así p u es , si vo lvem os al t i tu lo d e Ca- p u lh u a c , en d o n d e vem os f r e c u e n te s d im in u tiv o s , y d o n d e p o d e m o s co m ­ p a r a r c o n el tex to o rig in a l, vem o s q u e , d o n d e el t r a d u c to r esc ribe “ta n tita t i e r r a ”, e n el tex to e n n a h u a e n c o n t r a m o s “tep in tzin tla ltz in tli”. Tepintzin co in c id e c o n la p a la b ra tepitzin ‘u n p o c o ’ (co n ep é n te s is d e -n) y tla ltzin tli significa ‘t ie r r a p e q u e ñ a ’. Las d o s p a la b ra s t ie n e n in te g ra d a s el sufijo re ­ veren c ia l n a h u a -tzin, y es to q u iz á h ay a p o d id o in f lu ir e n el h e c h o d e q u e el e sc r ib an o o p te p o r p o n e r la fo r m a típ ic a m ex ica n a “ta n t i ta ”, q u e en el h a b la p o p u la r es ‘c a n t id a d p e q u e ñ a d e a lg o ’ (D A m .), en lu g a r d e escribir, p o r e jem p lo , ‘u n p o c o d e t i e r r a ’24. O tro e je m p lo , d e l m ism o C ap u lh u ac , es la t ra d u c c ió n “y co m p u s im o s a m a n o cerritos d o s”y “dos cerritos e ch o s a m a n o q u e c o m p u c im o s ”. E n el o r ig in a l e n n á h u a t l ap a re c e , p a r a la p r i ­ m e ra vez, la s e c u en c ia on tiqu ich ich ique tlachihualtepento ton ti ‘c o n s tru im o s cerritos a r tif ic ia les’, c o n el in te rf ijo d im in u tiv o -toton-, La s e g u n d a vez q u e ap a re c e tal e x p re s ió n (dos cerritos), se esc rib e tlachihualtepenm e, sin sufijos. In fe r im o s así q u e la p r im e ra t ra d u c c ió n h a sido lite ra l, p e ro la se g u n d a h a sido lib re , el t r a d u c to r h a d e c id id o t ra d u c ir cerro c o m o cerrito las d o s veces. Q u izá ac tú a así p o rq u e , co m o h a b la n te d e l n á h u a tl , p re f ie re u sa r el d im i­ 23 Defiende lo contrario Company Company (2007: 117-118), para quien el uso mayor de diminuti­ vos en el español de América obedece a dinámicas internas del sistema que se remontan en el español a antes del siglo xv, y por tanto no pueden explicarse por el sustrato indígena. 24 Dávila Garibi aporta testimonios en los que este sufijo reverencial se ha traducido al español con el diminutivo: “con -tzin, los topónimos nahuas son más abundantes v.g.: Tzapotzinco, en los zapotitos, Acatzinco, en los carricitos, Nopaltzinco, en los nopalitos, Mexicaltzinco, en las casitas de los mexica­ nos, etc.” (1959: 93). El ejemplo de Capulhuac está tomado de Puente, donde aparecen otros ejemplos también (2017: 142-143). nu tivo a 110 h ac e rlo , o tal vez so la m e n te se t ra te d e u n a e lecc ió n p e rso n a l e n la t ra d u c c ió n . U n e je m p lo m ás c la ro d e co n ta c to lingü ístico se o b se rv a en varios tes­ tim o n io s d e lo ísm o, los cuales p a re c e n o b e d e c e r a u n a te n d e n c ia d e los h a b la n te s b ilin g ü es de l e s p a ñ o l /n á h u a t l . Se tra ta d e aque llo s casos e n los q u e hay u n a n eu tra liz ac ió n d e g é n e ro , n ú m e ro y caso de l p ro n o m b re lo sin q u e im p o r te el a n te c e d e n te . Este p a rece ser el caso d e C ap u lh u ac , c u a n d o leem o s “n u n c a a lg u n o lo h a co n tra d es i m i p a la b ra ”, o d e Ajusco e n “d esd e alia aba jo la t ie r ra es n u es tra , n o s lo p asa ro n a d e ja r n u e s tro s a b u e lo s”. Este e m p le o invariab le d e lo p a rece ser f r e c u e n te en h a b la n te s in d íg en as d e nivel m e d io y p o p u la r (Bravo 2019). Se a p re c ia n tam b ién en estos tex tos usos im p ro p io s d e p rep o sic io n es , algo q u e p o d r ía d e b e rse al b il in g ü ism o d e los esc ribanos, a su p o b re for­ m ac ió n , al p ro p io sistem a, q u e n o estaba fijado d e l to d o , o a to d as estas c ircu n stan c ias a la vez. E n c o n tra m o s in dec is ión , p o r e jem p lo , c o n la p re ­ posic ión de l v e rb o encontrar, p o r lo q u e el v e rb o p u e d e a p a re c e r c o n valo r transitivo ( e n c o n tra r a lg o ) , p e r o c o n p rep o sic ió n : “y lu eg o b u e lb e a e n c o n ­ tra r con D ieg o ” (Los Reyes). T a m b ié n se h a llan e je m p lo s d e p re p o s ic io n es n o fijadas e n C ap u lh u ac , “V irrey g o v e rn a d o r D o n Luiz d e Velasco. A ltam i- ra n o c o n d e d e S an tiago cavallero d e l h a b ito d e S an tiago b in o en e s ta t ie r ra e n el a ñ o d e mil q u in ie n to s y c in q u e n t ta ”; “no s m u d a m o s en t ie r r a m as p a re ja ”; “n in g u n o q u e r ía d e n u n c ia r d e e 1”. E n tre los fe n ó m e n o s d e p osib le c o n ta c to lingü ís tico e n los d o c u m e n ­ tos, a lg u n o s se m u es tra n a pesar de la in te n c ió n d e los t r a d u c to re s /e s c r ib a ­ nos, c o m o los q u e se h a n c itado . A quí, la escasa fo rm a c ió n d e estos h o m ­ b res g e n e ra q u e a lg u n as veces las c o n s tru c c io n es n o s parezcan ex tra ñ a s o m a lso n an tes p a ra el españo l. E n o tras ocasiones, sin e m b a rg o , la m ezcla lingü ís tica d e q u ien e s t r a d u c e n /e s c r ib e n se h ace ex p líc ita a través d e l “yo t r a d u c to r”, q u e in te rv ie n e e n el re la to . Son casos in te re san tes , p o r la in fo r­ m ac ió n e tim o ló g ica y cu ltu ra l q u e se a p o r ta de l o t ro id iom a, y d e l oficio m ism o d e l trad u c to r. P o r e je m p lo , leem o s e n el t í tu lo d e Los Reyes: El nonbrado chalchiguil que yamamos Mexicano. El aguisoti que nonbramos que ba i biene a mexico el hijo del sol nonbrado acamapiltzi = otro nonbrado acolrnistle que quiere desir gato = otro nonbrado acamapixi = otro nonbrado nesaguacollotli que quie­ re desir el collote = otro nonbrado acamapixs sihuatli cocozin que quiere desir muger que toca la tronpeta otro nonbrado piltontli que dise muchacho = otro nonbrado co- huatli que dise culebra = el agüelo de otro nonbrado chachaguatli = la agüela de otro nonbrado tesupopusotli = siento de los Relies (Puente 2017: 248). Estas glosas d e los tra d u c to re s no s in fo rm a n d e té rm in o s n a h u a s q u e n o se re c o n o c e n co m o p rés tam o s, razón p o r la cual a p a re c e n in tro d u c id o s p o r la ac la rac ió n d e l in té rp re te (“q u e n o n b ra m o s ”; “o tro n o m b ra d o . . .q u e q u ie re d e s ir”). De esta fo rm a , el lec to r a cced e a té rm in o s , ex p re s io n es y significados de l n á h u a t l q u e m u c h a s veces n o f ig u ran en los d icc io n a rio s , p o r ser ex cesivam en te locales, o p o r p e r te n e c e r a v aried ad es n o n o rm a t i ­ vas del id io m a in d íg en a . Los Títulos Primordiales son u n o s d o c u m e n to s fasc in an tes p o r d ife ren te s razones. Son escritos q u e p ro c e d e n d e las c o m u n id a d e s in d íg en as m ex i­ c an as tardo-coloniales. E n ellos, los p u eb lo s nativos d e ja ro n re tr a ta d o el re la to fu n d ac io n a l de l p u e b lo e n voces d e sus an tep asad o s , co n u n o b ­ je t iv o claro: re iv ind ica r la leg i t im id a d d e las tie rras f r e n te a los abusos y u su rp a c io n es d e vecinos co lo n o s e sp a ñ o le s o d e o tro s p u eb lo s d e indios. La am en aza rea l d e la p é rd id a d e sus p o sesiones hizo q u e estas so c iedades locales re sca ta ran e in v e n ta ran a veces u n p a sad o h is tó rico q u e re fo rzase el d iscu rso p ro p io e n los p le itos d e t ie r ra s co lon ia les. E n ese sen tid o , son m u ­ ch o s los e le m e n to s so b re la c u l tu ra y la trad ic ió n in d íg e n a q u e se p u e d e n an a liz a r al le e r estos “p ap e les fu n d a c io n a le s ”. Los Títulos son d o c u m e n to s b ilin g ü es , escritos e n p r im e r lu g a r en el id io m a n áh u a tl (y o tras len g u a s in d íg e n as ) y trad u c id o s d e sp u é s al espa­ ño l, p a ra serv ir d e p r u e b a e n los ju ic io s . N o o b s tan te , m u c h o s d e los o ri­ g in a les se h a n p e rd id o , p o r lo q u e los tex tos e sp añ o les so n e sp e c ia lm en te re levan tes p a ra m a n te n e r vivo e l re la to d e las g e n e ra c io n e s p asadas (se t ra ta d e esa “h is to rio g ra f ía d e a b a jo ” a la q u e a lu d ía O e s te r r e ic h e r ) . Estas trad u cc io n es , ad em ás d e te n e r u n p ro fu n d o valo r tes tim o n ia l p a r a las co ­ m u n id ad e s , p u e d e n ser re a lm e n te ú tiles al l ingü is ta o filó logo h ispan is ta , a la h o ra d e e s tu d ia r aspec tos d e l e sp a ñ o l m ex ica n o y a m e r ic a n o d iec io ­ chesco . P ara ello hay q u e te n e r e n c u e n ta los c o n d ic io n a n te s q u e ro d e a n la e sc ritu ra d e estos títu los. Así p u es , el p ro p io es tu d io d e la le n g u a en los tex tos ob liga a in d a g a r en c u e s tio n e s fu n d a m e n ta le s ta les c o m o la fo rm a ­ ción cu ltu ra l d e los e sc rib an o s e in té rp re te s , la c o m p e te n c ia l ingü ís tica q u e te n ía n de l españ o l, el p ro ceso d e t ra d u c c ió n llevado a cab o y el co n ta c to lingüístico y cu ltu ra l p re se n te e n los textos. D el análisis d e tales c o n d ic io n a n te s se concluye q u e los T ítu los Primor­ diales es tán escritos p o r au to re s sem icu lto s q u e t ien en u n a escasa fo rm a c ió n en las variedades cultas y n o rm a tiv a s d e l id io m a , y q u e p o r ta n to m u es tra n u n a e sc ritu ra d e f ic ien te d o n d e a so m a n rasgos p ro p io s d e la co m u n ica c ió n oral. A dem ás, el h e c h o d e tra ta rse d e e sc rib an o s in d íg en as q u e t ie n e n el n á h u a t l com o len g u a m a te rn a , n o h a c e s ino a u m e n ta r es ta in seg u r id a d e sc ritu ra ria en la versión tra d u c id a . Los d o c u m e n to s a b u n d a n , pu es , e n co n s tru cc io n es ex trañas , e fectos d e u n a trad u c c ió n m uy lib re o b ien m uy literal, ad em ás d e e le m e n to s d e c o n ta c to lingü ístico , t íp ico d e los h a b la n ­ tes b ilingües. Al ana lizar los d o c u m e n to s se h a q u e r id o en fa tizar la d is tin c ió n e n tre las m uestras d e o ra lid a d q u e p u e d e n in fe r irse d e la e sc ritu ra , p o r u n lado , y la p re sen c ia d e d iscursos d e o ra l id a d em u la d a , p o r o tro , a u n q u e en la p rác ­ tica to d o esté tra d u c id o y esc rito p o r los a u to re s sem icultos. La n a r ra c ió n d e los T ítulos t ien e u n a e s t ru c tu ra c ió n típ ica d e la t rad ic ió n o ra l, d o n d e u n o s sabios an c ian o s a p e lan a u n a u d i to r io sim bólico , u n re c e p to r m u d o q u e e scu ch a la p a la b ra sag rad a d e sus an teceso res : las g e n e ra c io n e s fu tu ras d e ind ios de l p u eb lo . H ay e n es ta su e r te d e tea tra lizac ió n c o n tin u a s ap e la ­ c iones a los h ijos d e la c o m u n id a d , ad v e rten c ia s y ó rd e n e s , am e n az a s p a ra q u ien e s n o o b e d e z ca n , p re g u n ta s re tó r icas y d em á s e x h o r ta c io n es . Los n a r ra d o re s in te g ra n a su vez las p a lab ras au to r izad as d e o tro s p e rso n a jes re levantes, c o m o virreyes, re lig iosos y h as ta d e l p ro p io C ortés. T o d o s ellos “h a b la n ” d ire c ta m e n te , a través d e d iscursos re fe r id o s e n estilo d irec to e in d irec to . P e ro , co m o ya se sabe, estas m u es tra s d e o ra lid a d n o son “re a le s” s ino im itaciones, seg u ra m e n te co n v e n c io n e s re tó r icas m ás o m e n o s libres p ro v en ien te s d e la trad ic ió n o ra l in d íg e n a , e sp e c íf ic a m e n te d e los huehuet- lahtolli nah u as . O tro s d o c u m e n to s , co m o se h a m o strad o , ta m b ié n revelan in f lu en c ia d e o tras t rad ic io n es discursivas, n o so la m e n te las nativas, s ino españolas. Estos d iscursos a su vez se c o n s tru y e n c o m o e m u la c ió n d e si­ tu ac io n es d e e n u n c ia c ió n reales, tales co m o la m arc ac ió n d e l in d e ro s y las ca rtas d e te s tam en to . En este sen tid o , los T ítu los Prim ordiales son escritos h í ­ b rid o s y los d iscursos q u e p re s e n ta n se ac e rc an e n m ay o r o m e n o r m e d id a al p ro c e d e r o ra l, p e ro s iem p re d e sd e u n a v incu lac ió n in te r te x tu a l co n las trad ic io n es q u e los ro d e a n . Esta te n d e n c ia a la d ra m a tiz ac ió n e n el tex to se h ac e co n u n p ro p ó s ito claro , serv ir d e h isto rias e je m p la re s p a ra p e rsu a d ir al lec to r rea l d e los títu los, y es te es el t r ib u n a l esp añ o l d e l ju ic io d e tierras. T odas las secuencias discursivas se m ate r ia lizan e n u n tex to t ra d u c id o im prec iso e incu lto . N o es p o r la p re se n c ia d e los fra g m e n to s re tó r ico s p o r la q u e nos e n te ra m o s d e l b il in g ü ism o y de l nivel ba jo d e los e sc rib an o s o trad u c to res , s ino p o r las cacografías, la sintaxis d e s o rd e n a d a , los e le m e n to s d iastrá ticos d e p ro c e d e n c ia so c io cu ltu ra l baja , etc . E n c o n tra m o s , ad em ás, rasgos un iversales d e o ra lid ad . H ay e n los T ítu los u n d e s o rd e n ev id e n te e n la d isposic ión d e la n a r ra c ió n , co n f re c u e n te s saltos tem p o ra le s , co n fu s io ­ n es d e fechas y aco n tec im ien to s y m ezclas e n las voces d e l re la to . E n los e jem p lo s se h a visto có m o se p ro d u c e n cam bios e n t r e los niveles d ieg é tico s q u e h ac en casi im p o sib le sab e r q u ié n está h a b la n d o e n ca d a m o m e n to . L o m ism o o c u r re co n las citas d e los p e rso n a jes , q u e i r r u m p e n e n la n a r ra c ió n sin m arca n i aviso d e n in g u n a clase, co m o p u e d e o c u r r i r e n el tran scu rso d e u n a conversac ión . C o m o se dijo, a u n q u e esta d isposic ión ya es así e n los d o c u m e n to s orig inales, el t r a d u c to r n o localiza los e r ro re s n i in te n ta ac la ra r n a d a al le c to r a este re sp ec to , s e g u ra m e n te p o r n o c o n ta r co n la c o m p e te n c ia e sc r itu ra r ia y lingü ís tica ad e cu ad a . A dem ás d e los fe n ó m e n o s d e o ra lid a d universales, se h a n an a liz ad o las m arcas escritas q u e n o s a p o r ta n in fo rm a c ió n so b re las c o o rd e n a d a s d ia lec ­ tales (geo lecta les, d iastrá ticas y diafásicas) d e los textos. S on estos rasgos los q u e m ás in te re sa n al h is to r ia d o r d e la len g u a , e n ta n to q u e p u e d e n o to r ­ g a r ev idencias (s iem p re parciales) d e cam b io s y evo lu c io n es de l id iom a. D e ta llan d o a lg u n o s fe n ó m e n o s se h a re a f irm a d o la in tu ic ió n inicial: los títu los fu e ro n escritos p o r h a b la n te s d e l e sp a ñ o l d e M éxico, e n u n a é p o c a d e transic ión , co n cam bios e s tru c tu ra le s ya as im ilados e n el id io m a , so b re to d o e n el a sp ec to fono lóg ico , p e ro co n o tro s q u e es tab an e n u n a evolu ­ ción h ac ia lo q u e h a b r ía d e p r e d o m in a r en el e sp a ñ o l m o d e rn o . H e m o s señ a lad o p o r caso la s itu ac ió n d e la p ro n u n c ia c ió n d e los g ru p o s cultos, o la d esap a ric ió n de l p ro n o m b re d e s e g u n d a p e rs o n a p lu ra l, o el p a ra d ig m a verbal y adverbial, q u e a ú n se te n ía q u e d e sp o ja r d e sus fo rm as arcaicas. O tra s in fo rm a c io n es n o n o s rev e lan d a to s sensib les d e la evo luc ión de l esp añ o l am erican o , p e ro sí so b re el nivel m e d io /b a jo d e q u ie n e s trad u c ían : las confu s io n es o rtográficas, la p ro n u n c ia c ió n asp irad a , las a lte rac io n es vo­ cálicas, epéntesis , sim plificaciones, etc. La te n d e n c ia a los usos arcaicos en los d o b le tes d e fo rm as, a las m ism as e s tru c tu ra s repetitivas en la sintaxis, o a los giros ex tra ñ o s en las trad u c c io n es , es e n sí m ism a u n a p r u e b a m ás q u e , j u n to a las o tras m u estra s d e o ra lid a d universal, aco tan el perfil de los au to re s m ater ia les d e las t rad u c c io n es . Y n o se ag o ta a q u í la r iq u eza en la investigación d e este co rp u s , d e l cual q u e d a m u c h o p o r e s tu d ia r sob re o tro s in te re san tes asu n to s re la c io n a d o s co n la m ezcla d e g én e ro s , d e trad i­ c io n es discursivas y d e im ag in a rio s colectivos. P ara o tro m o m e n to se d e ja el análisis d e las in n o v ac io n es l ingü ís ticas d iec iochescas q u e , a u n q u e en m e n o r m ed ida , tam b ién p u e d e n verse en estos d o cu m e n to s . R e f e r e n c ia s b ib l io g r á f ic a s A rr io ja DÍAZ, Luis A. (2008): Pueblos de indios, tierras y economía: Villa alta (Oax- aca) en la transición de colonia a república. 1742-1856. Tesis doctoral. México: El Co­ legio de México, A.C. BRAVO-GARCÍA, Eva (2019): “Morfosintaxis de los pronom bres personales”, en J. P. Sánchez Méndez (ed .), Morfosintaxis histórica de las hablas americanas. Elprronom- bre, vol.l. Neuchátel: Université de Neuchátel /T iran t lo Blanch, 49-124. 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