Víctimas vulnerables, violencia sexual y causas judiciales de trabajadoras de origen marroquí en los campos de Huelva, España (2018-2023)
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Publication date
2026
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Publisher
Instituto Colombiano de Antropología e Historia
Citation
Nadali, D. B. (2026). Víctimas vulnerables, violencia sexual y causas judiciales de trabajadoras de origen marroquí en los campos de Huelva, España (2018-2023). Revista Colombiana De Antropología, 62(1), e3007. https://doi.org/10.22380/2539472X.3007
Abstract
En este artículo analizo cómo hombres y mujeres autorizados para impartir justicia procesan la violencia sexual hacia mujeres trabajadoras temporales de origen marroquí en los campos de fresas de la provincia de Huelva, España. A través de un trabajo etnográfico, reconstruyo las condiciones sociales y políticas que constituyen a dichas mujeres en víctimas vulnerables y posibilitan su acceso a los tribunales locales en busca de justicia. Considerando dichos tribunales como un campo de disputas, el trabajo revela cómo las decisiones de los jueces para conformar una verdad judicial van a amparar la exclusión de las mujeres trabajadoras como víctimas vulnerables, reposicionar socialmente a los empresarios acusados y moralizar los conflictos y violencias sexuales en los campos de fresas. A partir de ello, pretendo contribuir a un mejor entendimiento de la relación que se establece entre migración, política, derechos y agencias estatales.
In this article, I analyze how judicial authorities—both men and women—process cases of sexual violence against Moroccan seasonal women workers in the strawberry fields of Huelva, Spain. Drawing on ethnographic research, I reconstruct the social and political conditions that produce these women as vulnerable victims and uphold their access to local courts in pursuit of justice. By understanding these courts as contested arenas, the article reveals how judges’ decisions in shaping judicial truth ultimately legitimize the exclusion of these workers as vulnerable victims, socially reposition the accused employers, and moralize conflicts and sexual violence occurring in the straw-berry fields. Overall, this article aims to contribute to a deeper understanding of the relationships between migration, politics, rights, and state agencies.
Neste artigo analiso como homens e mulheres autorizados a administrar a justiça pro-cessam a violência sexual contra trabalhadoras temporárias de origem marroquina nas plantações de morangos da província de Huelva, Espanha. Através do trabalho etnográfico, reconstruo as condições sociais e políticas que moldam estas mulheres como vítimas vulneráveis e que permitem o seu acesso aos tribunais locais em busca de justiça. Considerando esses tribunais como um campo de disputas, o trabalho revela como as decisões dos juízes para formar uma verdade judicial determinam a exclusão das mulheres trabalhadoras como vítimas vulneráveis, reposicionam socialmente os empresários acusados e moralizam os conflitos sexuais e a violência nas plantações de morango. A partir disso, pretendo contribuir para uma melhor compreensão da relação que se estabelece entre migração, política, direitos e órgãos estatais
In this article, I analyze how judicial authorities—both men and women—process cases of sexual violence against Moroccan seasonal women workers in the strawberry fields of Huelva, Spain. Drawing on ethnographic research, I reconstruct the social and political conditions that produce these women as vulnerable victims and uphold their access to local courts in pursuit of justice. By understanding these courts as contested arenas, the article reveals how judges’ decisions in shaping judicial truth ultimately legitimize the exclusion of these workers as vulnerable victims, socially reposition the accused employers, and moralize conflicts and sexual violence occurring in the straw-berry fields. Overall, this article aims to contribute to a deeper understanding of the relationships between migration, politics, rights, and state agencies.
Neste artigo analiso como homens e mulheres autorizados a administrar a justiça pro-cessam a violência sexual contra trabalhadoras temporárias de origem marroquina nas plantações de morangos da província de Huelva, Espanha. Através do trabalho etnográfico, reconstruo as condições sociais e políticas que moldam estas mulheres como vítimas vulneráveis e que permitem o seu acesso aos tribunais locais em busca de justiça. Considerando esses tribunais como um campo de disputas, o trabalho revela como as decisões dos juízes para formar uma verdade judicial determinam a exclusão das mulheres trabalhadoras como vítimas vulneráveis, reposicionam socialmente os empresários acusados e moralizam os conflitos sexuais e a violência nas plantações de morango. A partir disso, pretendo contribuir para uma melhor compreensão da relação que se estabelece entre migração, política, direitos e órgãos estatais












